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Portugal no vestibular da UFRGS 2012

Ocorreu na última semana o vestibular 2012 da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a melhor e maior universidade do meu Estado (eu iniciei meus estudos de Geografia lá e pretendo acabá-los se tiver forças…). Apesar de não estar frequentando o curso nos últimos tempos (acabei me formando geógrafa pela Universidade do Porto, apesar de ainda ter a vaga garantida na UFRGS), me candidatei a fiscal do vestibular e fui sorteada. Foram quatro dias de prova, e, pela primeira vez, vi Portugal aparecer nas questões;

Eu tentei o vestibular da UFRGS duas vezes. Fui aprovada na segunda, em 2006. Posso dizer que conheço a maioria das provas do vestibular, pois estudei pelas antigas questões para ingressar na Universidade. Nunca vi qualquer coisa sobre Portugal nas provas.

Aliás, nunca se falou tanto de Portugal e dos irmãos de língua portuguesa no Brasil. Aliás, acredito que a maioria das pessoas por aqui nem sabe que falam protuguês na África, e devem achar esquisita a ideia de existirem pessoas que nasceram falando português na Europa;

Havia uma questão sobre a Revolução dos Cravos na prova de História e alguma pequenina menção à crise europeia (citando a Espanha também, pelo que me recordo).

O pessoal sempre tenta adivinhar o que será o tema de redação. Esse ano, não lembro de ter visto alguém acertar. Na prova, era pedida uma dissertação sobre “a última flor do Lácio”. Havia, inclusive, um textinho estraído do Observatório da Língua Portuguesa, site vinculado a Sapo. Além disso, um gráfico ilustrava os locais onde a língua é falada no mundo – garanto que alguns dos vestibulandos deve ter descoberto que se fala português em São Tomé e Princípe na hora da prova (aliás, e maioria deve continuar sem saber onde fica isso!);

Redação do vestibular da UFRGS 2012: tema era o crescimento da importância da língua portuguesa

Durante o vestibular que conheci Marcelo. Ele foi coordenador do local de prova onde eu trabalhei e é professor na Faculdade de Educação Física da UFRGS. Cursou o Doutorado na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto entre 2003 e 2006, ou seja, tivemos muito assunto durante os quatro dias de vestibular;

O mais interessante é que notei mais uma vez como as pessoas têm lembranças carinhosas da cidade do Porto, e todos que viveram no velho continente acabam por concordar que a qualidade de vida europeia é algo que não se alcança no Brasil – não importa a quantidade de dinheiro que você tenha! Marcelo só não se dava muito bem com os portugueses, em especial “com os vizinhos velhos chatos que chamavam a polícia quando fazia uma festinha no apartamento”.

Marcelo viveu em Matosinhos por três anos com a mulher. Sua primeira filha (hoje com quase 7 anos) nasceu em Portugal. A esposa trabalhava num ginásio em Matosinhos, enquanto ele escrevia a tese;

Ele contou-me uma história curiosa sobre a Queima das Fitas. Talvez eu nunca tenha me dado conta disso por, digamos, ingenuidade (?!), ou apenas não tenha me atentado a esses detalhes: Marcelo disse que viu durante a Queima várias meninas com as chamadas “pílulas do dia seguinte” na bolsa para tomarem caso fizessem alguma coisa com alguém ou alguéns (e esquecem da proteção por causa da quantidade de álcool ingerida).

Eu já sabia que as portuguesas eram mais libertinas que as brasileiras (muito embora a maioria pensem que o oposto é verdadeiro). Confesso que fiquei um pouco assustada ao cogitar essa história como verdade. No entanto, sei de histórias “piores” do que essa que comprovam a tese que o pessoal europeu é sim mais libertino que os povinho da “terra do carnaval”;

E para aqueles que não sabem, a Queima das Fitas é uma grande festa universitária que ocorre durante 8 dias em algumas cidades de Portugal. As mais famosas são a do Porto e a de Coimbra. Os finalistas (graduandos do último ano de curso) desfilam pela cidade, participam de diversos eventos e bebem MUITO. No Porto, a noite, todos se dirigem ao Parque da Cidade para assistir a concertos de música e virar shots nas diversas barraquinhas ali montadas. Eu participei por 2 anos, sempre trabalhando. O ingresso da semana custa cerca de 50 euros.

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Universia acredita na educação portuguesa

Em resposta ao vídeo produzido pela Revista Sábado sobre a ignorância dos universitários portugueses, o site Universia saiu às ruas para indagar “lavar a alma” dos universitários de Portugal. Fiquei sabendo desse vídeo por causa do comentário do site no post anterior.

É claro que eu acredito que aqui também se valeu do uso da edição, mas de maneira positiva, o que não deixa de ser uma crítica ao modo como foi conduzido (e editado!) o vídeo da Sábado. Pouco me importo se os entrevistados da Universia sabiam as respostas de antemão (ou deram demasiadas explicações que nos levam a desconfiar que já sabiam o que dizer), pois acho que vale a proposta de mostrar que qualquer um pode ser tachado de ignorante ou inteligente dependendo do objetivo.

Achei curioso ainda que dois dos participantes sabiam o nome completo do presidente dos EUA. Um pouco forçado, ao meu ver. Engraçada a resposta final onde o gajo diz que o livro de Saramago tem cerca de 445 páginas. Se ele sabe o número exato, por que disse cerca? (Fico a me questionar se as respostas já não estavam ensaiadas…).

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O preço da comida portuguesa

Uma das dúvidas mais frequentes daqueles que estão indo viver ou turistar em Portugal é o preço da alimentação. Comer em restaurante é caro? Vale mais a pena fazer comida em casa ou almoçar nas residências universitárias? A comida deles é igual a brasileira ou muito diferente? Quanto custa 1kg de arroz?

Como diria Jack Estripador: Vamos por partes!

1) Há restaurantes para todos os gostos e bolsos. Dá para pagar 5 euros por entrada + sopa + prato principal + bebida no centro do Porto (e na capital Lisboa deve existir opções pelo mesmo valor). Uma das dicas é comer no O Perfume. A comida é ótima, o preço é justo (5 euritos) e ainda dá para almoçar com o rio Douro a janela 🙂

Se a intenção é comer num lugar mais chic, típico e menos dia-a-dia, sugiro o Tromba Rija. Foi eleito o melhor restaurante de Portugal várias vezes. Além disso, os turistas que se destinam ao norte de Portugal não devem deixar de provar as Francesinhas. Recomendo o Capa Negra, no Porto.

2) Uma possibilidade para os estudantes são as cantinas universitárias. Sopa, pão, prato, bebida e sobremesa por 2,15 euros (cantinas da Universidade do Porto). Além de unir a praticidade ao baixo custo, a comida é bem boa (e pode-se checar o cardápio da semana pela internet antes de encarar).

Para quem está na correria de estudos e não quer perder tempo indo ao supermercado, pilotando fogão e depois lavando louças, é prático e vale a pena comer nas cantinas. Por cerca de 40 euros mensais, pode-se almoçar 5 dias por semana na universidade. Depois, ao jantar, come-se qualquer coisa (sanduíche, pizza congelada ou lasanha que saem bem em conta também). E como final de semana é dia de comer uma coisinha um pouco melhor, os estudantes leitores desse blog podem buscar explorar a culinária portuguesa em um restaurante baratinho (“as tascas”).

3) A comida portuguesa é um pouco diferente da brasileira sim. Os portugueses comem mais peixe e MUITO mais carne de porco. A carne de vaca não é muito popular (e é um pouco mais cara que as demais). Outra coisa que não falta são frangos: Sempre muito temperados com piri-piri (pimenta!). A maioria dos pratos típicos portugueses contam uma História: A alheira (enchido português), a Francesinha e as tripas à moda do Porto são exemplos disso.

Não é costume comer feijão diariamente, mas quem quiser encontra facilmente nas prateleiras do supermercado (seja o saco de grãos ou o enlatado). Na casa das famílias portuguesas, a sopa é sempre presente antes das refeições, seja almoço ou jantar, no inverno e verão. Ao meu ver, os portugueses comem muito mais vegetais e verduras do que os brasileiros, e beeeem menos gordura. Batata-frita é algo que nunca se vai encontrar como refeição em Portugal (isso come-se no Mc Donalds!).

4) A comida no supermercado parece-me mais barata lá (Portugal) do que cá (Brasil). Eu já disse isso inúmeras vezes por aqui, mas, enfim: Volto a repetir! Eu gastava cerca de 25 euros semanais em compras no mercado. Para um estudante viver no Porto, o custo aproximado da alimentação mensal são 150 euros:

€ 25 / semana no supermercado = € 100
+ € 40 / mês na cantina da universidade = € 140

É claro que às vezes acaba-se gastando um pouco a mais, da mesma forma que é possível gastar bem menos do que isso. Creio que € 150 serve como valor médio para ilustrar a despesa mensal com alimentação em Portugal. Importante ainda destacar que esse valor pode modificar um pouco dependendo da cidade onde se vive, mas nada tão diferente assim.

Pedi a um amigo, o Felipe, que fotografasse alguns produtos a venda no Pingo Doce. O Felipe vive em Aveiro.

Pão de forma, leite, salgadinho de batata-frita e macarrão

O pão de forma custa € 0,85, um litro de leite por € 0,49, salgadinho de batata-frita (ideal para os momentos “não-quero-cozinhar-e-vou-comer-qualquer-lixo”) sai por € 0,49 também, enquanto o pacote de macarrão (tipo parafuso) custa € 0,65. O espaguete sai por € 0,39. Geralmente, estudantes costumam comprar produtos da marca do supermercado. É mais barato e a qualidade parece ser a mesma. Eu sempre fui fã dos produtos Pingo Doce e recomendo.

Pizza resfriada, yogurt, arroz e sangria

Famosos entre estudantes & mochileiros, congelados na Europa são baratinhos. A pizza resfriada custa € 1,99 (a congelada sai pelo mesmo preço e tem em diversos sabores). O potinho de yogurt é € 0,22 e o quilo do arroz custa € 0,74. Em Portugal existem alguns tipos de arroz branco. Eu nunca consegui cozinhar direito com tipo Agulha, um dos mais comuns na Europa. Ficava sempre todo colado, estilo “juntos venceremos” hehe. Aconselho o arroz Vaporizado, é o mais fácil para cozinhar. Não tem mistério! Recomendo ainda que nunca compre o arroz Carolino: Pode até ser o mais barato, mas é o pior de todos!

Para completar a pequena amostra da cesta-básica-do-estudante-em-Portugal, o Felipe fotografou ainda os garrafões de Sangria. Por € 1,49 compra-se 1,5 litros da bebida mais famosa de Portugal 🙂

E já que tocamos no assunto, vale ainda destacar aqui o preço do pack com 24 mini Super Bock (a cerveja mais famosa da terrinha!). Apenas € 10,99!

As minis da Super Bock são tããão bonitinhas

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A menina que introduziu a Vida Portuguesa na minha vida

Todo mundo pesquisa alguma coisa na Internet antes de embarcar para um intercâmbio. É no mundo virtual que pedimos ajuda aos que já passaram pela aventura que pretendemos experimentar. Comigo não foi diferente. Eu já fui aspirante a intercambista, especialista em pesquisas sobre Portugal no Google.

Em meio a um emaranhado de pessoas e dicas, em especial nas comunidades do Orkut (no meu tempo, Orkut era chic benhê), encontrei a Mari. Uma menina de Curitiba que estava no Porto e vivia na residência universitária ao pé da Faculdade de Letras (FLUP). Ela respondia a algumas perguntas que o pessoal lançava nas comunidades, e eu decidi comunicar com ela exatamente do jeitinho que as pessoas me contactam hoje em busca de informação: “Oi, tudo bem? Meu nome é Fulana de Tal e eu estou indo para o Porto no dia tal e eu queria saber tal e tal coisa, você pode me ajudar com isso?”. Como diz minha mãe: A História se repete! Bom, e eu digo mais: A História, as histórias e estórias se repetem mesmo!

A Mari embarcou para Portugal em Agosto de 2008 (long long time ago!) e ficou lá por apenas um semestre. Ela foi embora no dia 20 de Fevereiro de 2009, e eu cheguei alguns dias após isso, no dia 28 do mesmo mês.

Nunca nos cruzamos pessoalmente e mal nos falamos no mundo virtual, mas eu sempre fui silenciosamente grata pela ajuda que ela me prestou. Hoje ainda somos amigas no Facebook e no Orkut (a gente ainda tem esse treco?), por isso decidi contactá-la para uma entrevista: A menina que introduziu a Vida Portuguesa na minha vida.

Mari navegando no rio Douro

Vida Portuguesa – Por que decidiu fazer intercâmbio no Porto?

Mari – No meu quinto período de faculdade resolvi fazer um intercâmbio para a Europa e tinha duas opções de universidades associadas à PUC-PR (minha universidade no Brasil) para o meu curso: A Universidade de Ferrara, na Itália, e a Universidade do Porto, em Portugal. Minha decisão foi baseada principalmente no fato de eu ter a facilidade com a língua, mas levei em conta também o custo de vida e a qualidade da universidade.

VP – Recomenda o intercâmbio na UP? Por quê?

Mari – Recomendo sim! O trabalho deles é muito sério, profissional e muito acolhedor. A universidade é realmente muito boa, e para alguns cursos é uma das melhores do mundo. Com certeza será um diferencial no currículo!

VP – Recomenda o intercâmbio em Portugal? Por quê?

Mari – Muito! Os portugueses são um povo fantástico, o país não tem um custo de vida muito alto, a língua é a mesma e a experiência é para a vida toda! Garanto que você irá conhecer pessoas do mundo todo e isso só vai te enriquecer profissionalmente e pessoalmente! Viajar para países vizinhos é muito fácil e barato e você terá tempo de sobra para fazer isso! FAÇA, VOCÊ NÃO VAI SE ARREPENDER!!!

VP – Ainda mantem contato com os amigos que conheceu? Se sim, como?

Mari – Com certeza! Conheci gente do mundo inteiro (literalmente) nesse intercâmbio! Mantenho contato com eles principalmente pelo Facebook, mas já fui visita-los e as vezes trocamos cartas!

VP – Pretende voltar algum dia?

Mari – Não só pretendia, como voltei! Recentemente voltei a Europa e tinha como parada obrigatória Porto, pra matar as saudades!

VP – É melhor no Brasil ou na Europa? Por quê?

Mari – Europa! Nada patriota, mas é a realidade. Na verdade depende do quesito que você considera e da pessoa que está julgando, mas para mim Europa vence. O Brasil tem muitas qualidades, mas uma vez que você viaja para uma cidade como Londres, onde tudo funciona, onde as pessoas são extremamente educadas, onde os carros respeitam até as bicicletas, onde pessoas de todas as classes andam de bicicleta, onde as ruas são muito limpas, entre outros… fica difícil não querer mudar para lá. Já a questão de ensino, acho que ambas são boas, mas bem diferentes. Mas também depende de qual curso você pretende cursar, conheci muitas pessoas em Porto que estavam lá pois o curso de Arquitetura era um dos melhores do mundo, assim como o Direito Criminal.

E para completar a entrevista, a Mari ainda me contou sobre uma das lembranças mais marcantes que tem sobre Portugal. Juro que eu vivi algo muito semelhante a isso… e não foi uma, mas várias vezes!

No dia que cheguei em Porto, desci do avião, passei por uma alfândega rigorosa e entrei no primeiro taxi que achei. O taxista, como bom taxista, começou a conversar comigo, perguntando o que eu estava a fazer no Porto e quanto tempo eu ia ficar. Muito simpático ele! Lembro que fiquei observando pela janela do carro a cidade, e me decepcionei muito. Pensei: “Mas isso aqui parece Curitiba, onde estão os prédios históricos e ruelas charmosas?? Onde fui me meter?”. Ao chegarmos na residência que eu fui designada a ficar, o taxista desceu do carro e tirou minha mala, que estava extremamente pesada. À minha frente uma escada. Viro para ele e pergunto: “Você poderia me ajudar com a mala?!”. Ele me respondeu: “Menina, tenho mais o que fazer!”. Ainda bem que um entregador do correio resolveu me ajudar, mas a primeira impressão de Porto já estava feita: Eu tinha odiado. Cheguei no meu quarto, sentei na minha cama e comecei a chorar até desmaiar de cansaço da longa viagem. Acordei com batidas na minha porta. Atendi. Era um austríaco procurando pela amiga dele. Começamos a conversar e eu contei o meu drama. Ele disse que eu estava totalmente errada e que ia me mostrar o centro histórico da cidade. A partir desse momento me apaixonei irrevogavelmente pela cidade Porto! Conheci a Avenida dos Aliados e seus prédios históricos, a Ribeira com suas ruelas charmosas e seus restaurantes acolhedores, e conheci as pessoas que vivem lá, sempre prontas para ajudar um turista completamente perdido ou entusiasmadas para contar um pouco da história dessa cidade fantástica!

* A Mari me enviou algumas fotos do seu arquivo pessoal do Porto. Num próximo post, pretendo posto-as 🙂

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UP eleita uma das melhores universidades do mundo

Da série “não-quero-me-exibir-mas-já-me-exibindo”, a Universidade do Porto foi eleita uma das 400 melhores do mundo. By the way, eu me graduei em Geografia lá lol O número 400 até pode não significar grande coisa, mas, pensa bem: Quantas universidades que devem existir pelo mundo afora?

Notícia publicada em 17 de Agosto no site do JN

A notícia saiu no Jornal de Notícias, o maior e mais importante na cidade do Porto. Em outro ranking, a UP ficou colocada entre as 250, sendo a 106.ª da Europa. Isso é ponto positivo também para aqueles que vão intercambiar por lá. Não é qualquer um que tem a chance de estudar numa das melhores universidades do mundo. Chic demais gente!

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A recepção aos estudantes estrangeiros (e brasucas) da Universidade do Porto

Em alguns dias, começa mais um ano letivo na Europa. No Brasil, já está todo mundo de mala pronta para embarcar rumo a um ou dois semestres de intercâmbio na Universidade do Porto, em Portugal. (Tá, tem gente de mala pronta para estudar em outras universidades europeias, mas, enfim, esse blog foca no Porto então é disso que vamos falar…).

A essa hora, estão (quase) todos com as cartas de aceite e vistos em mãos. O Google Maps deve ter se tornado aliado, pois na hora de decidir onde morar precisamos ter noção da distância de casa até o campus, se fica longe do centro, se tem transporte e etc. Para aqueles que ainda estão a pensar em comprar roupas, DESISTAM! Se eu pudesse dar um conselho (e cobrar por ele) seria esse: Esqueça tudo o que você sabe sobe preços de roupas e troque o guarda-roupa em Portugal. Diria mais: Vá apenas com uma mala de mão ou encha a mala com miojo lol

Bom, mas isso já é assunto antigo… quem acompanha esse blog já tá esperto nesses quesitos 🙂

Então vamos ao que interessa: O que o estudante brasileiro ainda não sabe (e talvez gere um friozinho na barriga). A partir da próxima semana, começam as reuniões de apresentação na Reitoria da Universidade do Porto. Dona Luisa Capitão (que não é uma senhora, mas sim uma das jovens portuguesas mais bonitas daquela cidade) vai receber grupos de estudantes para apresentar os procedimentos da universidade e trazer alguma informação sobre a cidade, como pontos turísticos, funcionamento do transporte público, explicações gerais sobre NIF, contas bancárias, centros de saúde… enfim, uma infinidade de tópicos que os leitores desse blog já estão (quase) carecas de saber 🙂

Fred e eu falando da Brasup em uma das reuniões de apresentação em agosto de 2010

Eu entre duas intercambistas brasileiras 🙂

Até o ano passado, a Brasup participava dessa reunião. Eu ajudei inclusive na organização da festa de boas-vindas em setembro de 2010. Foi mesmo fixe. Não sei como anda o funcionamento da associação no momento. Só sei que o site continua lá, e de vez em quando eu atualizo (tá bem, faz séculos que eu não atualizo, mas talvez é porque eu esteja meio desatualizada…).

A reunião dura cerca de hora e meia. Quer uma dica: VAI! É bem provável que você conheça seus melhores amigos do intercâmbio nessa reunião (foi o que aconteceu comigo). E não pense que você sabe tudo sobre a cidade só porque pesquisou no Google. Embarque preparado, mas não abra a mão de aprender jamais. Sugue o máximo. Dona Capitão sabe muito 🙂

Depois de finalizadas as duas ou três semanas de reuniões em pequenos grupos, a UP organiza uma recepção oficial para os estudantes estrangeiros. Na famosa “chamada dos países”, o Brasil sempre se destaca (É O MÁXIMO!). Às vezes vai um pessoal das tunas se apresentar (se você não sabe o que é tuna, pesquise sobre a praxe no Google). Após os discursos e apresentações oficiais, todos brindam o chamado Porto de honra. Ah, fora que tem comida grátis (boa pedida para os “miserasmus” que não querem gastar seus eurinhos com comida: Comer pra quê quando se está em Europa, hein?).

Eu e meus quilos a mais com meus ex-companheiros de casa em setembro de 2009 (curtindo um vinho e comida grátis na recepção oficial da UP)

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Sorry… I am Erasmus

Após um breve momento-vi-minha-fotos-do-orkut (sim, eu ainda tenho!), os Erasmus feelings voltaram a fazer parte do meu corpo. Em especial, porque lembrei que está todo mundo curtindo uma bela praia em Matosinhos ou se preparando para o festival do Sudoeste, enquanto eu virei “genti-gandi” aqui no Brasil.

Se eu pudesse fazer um desejo, eu queria a t-shirt do Erasmus que a ESN Porto está a vender. Custa apenas 5 euros. Uma palavra: EspectacularEEE. Bem que uma boa alma poderia presentear a tia Fernanda, né não?

"Sorry, I was!" (na verdade, nem fui, pq brasuca não é Erasmus!)

Fora que a t-shirt (é assim que chama “camiseta” em português de Portugal) tem tudo a ver com o meu projeCto de conclusão de curso: O fortalecimento da identidade europeia através do Programa Erasmus. Um belo trabalho que me rendeu uma nota 18 para enfeitar meu histórico do curso ainda mais (sim, foi 18 a nota mesmo, porque na Europa as notas vão de 0 a 20!).

E por falar em sonho, gostava de compartilhar um que acabo de realizar. EU VOU GANHAR UM PASSARINHO DO ANGRY BIRDS. Yeeees! Depois de muito me questionar se eu queria o amarelo ou o vermelho, optei pelo mais pesado. Explico-me: Desde que eu comprei o iPod e saquei o aplicativo, meu preferido sempre for o amarelo, porque era rapidão e conseguia destruir tudo por causa da velocidade. Depois de muito ponderar, pedi ao meu namorado o vermelho. O vermelho é mais fixe, tem uma cara menos “angry” e tem jeito de ser mais fofinho lol

Filipe, tô a espera do meu bird lá em casa, tá?

Fica aqui também o link para a loja do Angry Birds. Esses dias, aliás, vi uma palestra sobre o que rolou em Cannes e os finlandeses que os invetaram foram a sensação do evento. Para eles, não me trato de um cliente e sim de uma fã. Sim, Angry Birds é mais do que comércio, é tendência! (mas, se você for criar sua própria loja online não faça como o Angry Birds que está no Shopfy… crie no Vendder.com).

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