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#ficadica: Arrumando a mala da Ryanair

Vi esse vídeo sendo compartilhado na comunidade dos “novos” intercambistas brasileiros que estão chegando (ou já chegaram) no Porto. Confesso que eu ralei muito antes de aprender a arrumar uma mala para viajar de Ryanair. No verão de 2009, fiz minha primeira viagem com eles. Iria ficar 40 dias longe de casa e sofri com a falta de roupa limpa para vestir. Se eu soubesse arrumar uma mala em condições naquela época…

Algum tempo depois, viajei no inverno e o resultado foi muito melhor. Já pude carregar “metade do meu guarda-roupa”, incluindo botas, dois casacos de frio, um milhão de blusas de lã, calças, meia-calças, meias mais-do-que-grossas. Enfim, a gente pega prática né?

Fica a dica de espiada no vídeo abaixo. O cara é bom! #soufã

O negócio é que na Ryanair você paga 20 euros para despachar mala. O jeito então é levar junto no voo (como bagagem de mão). Eles admitem um volume por pessoa de até 10kg com dimensões 55 x 40 x 20 cm, ou seja, sua mala é sua ÚNICA bagagem de mão (não pode bolsa, não pode laptop, não pode nada além de 1 item!).

Particularmente, eu prefiro as malas ou mochilas moles a duras (estilo Samsonite) para viajar de Ryan. Dá pra “socar” mais coisa dentro, e rola de sentar em cima para “acoplar” as coisas pra caber mais hehe 🙂 Apesar disso, a própria Ryanair vende malas da Samsonite nas “medidas Ryanair” pelo seu website. Para comprar uma ou olhar a fotinho, clica aqui.

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A niqueleira mais fashion da Europa!

O ofício eu aprendi com minha ex-companheira de casa, uma alemã que tinha gosto por tudo aquilo que é artístico. A comercialização também começou com ela, muito embora tenha parado a produção pouco antes de deixar Portugal e voltar para o leste europeu. Enfim, agora que eu aprendi a fazer as bolsinhas de IceTea com excelência, decidi manter o preço de 3 euros e ver se alguém compra a ideia!

Bolsinha IceTea: 3 euros

Prefiro não adjetivar um produto. Creio que uma ideia boa tem a capacidade de se vender sozinha. Por isso, cunhei a produção de Fábrica de Lixo, onde a ideia é dar uma continuidade no uso da montanha de caixinhas TetraPak, que todos jogam fora. Assim, quem compra a bolsinha IceTea ajuda o planeta Terra e exibe um porta-moedas super fashion 😉

Tem de pêssego, manga e limão!

As encomendas podem ser feitas através dos comentários desse post. Aceito ainda e-mails (vide aba “contato”). Entrego em toda a Europa – com despesas de correio à parte. Aceito grandes encomendas ou apenas peças unitárias. Além de ajudar o mundo, os compradores ainda me ajudam a arrumar uma função extra na vida – fora escrever para esse blog e estudar alemão! -, até porque Portugal está em crise (há 500 anos ao que me parece) e não dá jeito de trabalhar!

A niqueleira mais fashion da Europa!

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Francesinhas

Eu já disse aqui que a Francesinha é o prato típico do Norte de Portugal. Especialidade que todos que aportam por essas bandas deveriam provar, mesmo que isso signifique uma leve escapulida da dieta…

Francesinha, por Felipe Ribas

As calorias provém da mistura de pão, linguiça, fiambre – o presunto para os brasileiros -, bife de vaca e lombo de porco assado. Tudo isso com queijo derretido por cima. O molho é feito de tomate, cerveja e piri-piri – que é a pimeta brasileira…Tem gente que ainda pede a tal “Francesinha Especial” que acompanha batata-frita e ovo estrelado.

A Francesinha de Igor de Paula

Inúmeros restaurantes dos quais estive no Porto dizem que é deles a “Francesinha Original”, a tal primeira receita, e que depois os outros começaram a fazer cópias por aí. Quem inventou isso ao certo não se sabe. Eu li na Wikipedia que o “sanduíche” surgiu na época das invasões francesas – por isso o nome! Então, pelos meus cálculos desse ser do início do século XIX, já que Dom João IV fugiu pro Brasil nessa época com medo de Napoleão…

Francesinha de Carolina Bogéa, estagiária do Vida Portuguesa 🙂

Francesinha é o tipo de coisa que é melhor não tentar fazer em casa – pelo menos, eu nunca arrisquei. Acho que vale mais a pena reunir uns amigos e experimentá-la em um restaurante. O preço gira em torno dos sete euros, podendo custar quatro em alguns lugares – quando não tem carne de vaca – e chegar aos doze nos lugares mais famosos da cidade.

Francesinha, por Fabiane Kremer

Ao pesquisar na Internet, achei até receita de Francesinha Vegetariana. Ao invés da carne toda, colocam-se cogumelos, espinafre, agrão, cebola, tomate, pepino e alface. Infelizmente ainda não conheci alguém que tenha provado desta, muito menos tenho fotos para ilustrar… Mas, parece boa 🙂

Aline fotografa sua Francesinha e a dos amigos

Existe também a opção de comprar o molho pronto – já vi em vários supermercados e talhos por aqui – e misturar ao pão com as carnes já fritas e o queijo derretido em forno. Assim, o trabalho é facilitado, pois a maior dificuldade deve ser acertar o molho de acordo com a receita. Um dia, no futuro, talvez eu arrisque fazer minha própria Francesinha!

A Francesinha da Josi em processo de devoramento!

À primeira vista, os desavisados vão dizer que a Francesinha é inha, pequeninha demais. Engano. Acho difícil comer mais de uma em sequência, mesmo para aqueles que estão a morrer de fome – até já realizei pesquisa empírica sobre isso’hehe 😛

Débora Santos posa com sua Francesinha

Fotos gentilmente cedidas pelos amigos que viveram no Porto nos últimos semestres, mais precisamente entre março de 2009 e fevereiro de 2010. Obrigada malta!

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Receita

Receita é uma bebida desenvolvida por estudantes portugueses – ou algum nicho social com fundos financeiros limitados para momento de lazer. Por conter ingredientes baratos, uma boa quantidade de álcool e misturar açúcar na composição, torna-se uma boa pedida para um pré-festa universitária, por exemplo. Aliás, o nome é esse mesmo: Receita!

Receita da receita:

Vinho branco ou tinto, cerveja, açúcar e 7UP.

A quantidade fica a gosto do fabricante. Diga-se de passagem, ela não é vendida embalada em nenhum estabelecimento. Os barzinhos do Porto que a vendem fazem “a la tradicional” mesmo: Garrafão de água de 5 litros, com tudo misturado. Aliás, ainda existe uma técnica para a mistura: Basta fechar a tampa de rosca e sacodir à vontade!

Quando feita com vinho tinto, lembra Sangría, provavelmente a prima espanhola da Receita. Se feita com vinho branco – essa é a que prefiro – remete ao Clericot. A diferença é que a doçura fica por conta das frutas nas parentes mais sofisticadas, enquanto a Receita apela ao bom, velho e barato pacotão de açúcar.

Sangría, parente espanhola da Receita portuguesa 🙂

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Bucho cheio!

Ao fuxicar as pastas de fotografia em meu computador, começo a recordar como foi que os quilos extras surgiram. Não que eles tenham criados gorduras que antes não existiram. Apesar disso, confirmo com toda a certeza, que a banha consumida incrementou a que já existia.

Juro que nem toquei nisso!

O problema são as gosturas com as quais se esbarram. Portugal não é só bacalhau. Tem doces super adocicados, feitos com muita gema de ovo. Portugal não é só vinho. Aqui tem muita comida com molho picante, daquele que te força tomar um litro de água durante a refeição, a fim de inchar o bucho e ajudar no equilíbrio osmótico. A famosa Francesinha, especialidade do Porto, ou as espetadas, são exemplos disso.

O tal do bacalhau de Portugal

Aliás, o problema não é Portugal. Em cada canto da Europa pelo qual passei, descobri comidas que sequer sabia da existência. Vivi com alemãs, que me introduziram especiarias e temperos dos quais até hoje não entendi a finalidade real – mas são boas demais! Depois fui passando pela mão de tchecos, poloneses e brasileiros dos quatro cantos do Brasil, que me apresentaram especialidades locais. Comecei a aceitar comidas que repugnava anteriormente, exemplo disso são alguns laticínios que já tolero.

Macarrão com aspargos e natas! Aprendi com a Clara, alemão que morava comigo.

Comida da Maren: Salada de massa com tomates secos, cuscuz e pão italiano 🙂

Eu simplesmente não consigo parar de comer! Creio que eu seja a única pessoa do mundo capaz de engordar oito quilos em um mochilão de 40 dias. Lógico que não fiquei a base de atum-pão-água. Talvez tenha sido essa a minha grande falha. Mas posso dizer que senti dos mais diversos gostos, odores e texturas; provei bebidas que ora fazem bem, ora causam o mal; mastiguei e engoli sem pensar na pochete, seja aquela na qual guardei o dinheiro ou a outra onde a banha fica depositada em volta do umbigo.

Queijo quente, batata frita e muito óleo. Normal na Eslováquia!

Pierogi de carne. Especialidade polonesa!

Pierogi de morango. Morri!

A MELHOR COMIDA QUE COMI NA VIDA FOI NA CRACÓVIA, POLÔNIA!

Um dos prazeres da vida é comer. Deve ser mesmo. Apesar disso, creio que eu seria uma das primeiras pessoas a aderir a pílulas de alimentação, caso elas fossem difundidas no mercado. Bom mesmo é comer sem culpa, e essa é uma das gostosuras da Europa. Tudo bem que aqui tem moças altas, esbeltas e que esbanjam elegância. Porém, uma gordurinha a mais não é de forma alguma discriminada tanto quanto no Brasil.

Fernanda gordinha! Dos 49 aos 62 em sete meses! (Agora já emagreci de novo, tá?)

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Páscoa nublada

“Tu nunca vistes granizo?”, disse Maren ao ver minha cara de espanto por causa das pedrinhas que caíram de repente do céu. Eu até tinha visto granizo antes, uma ou duas vezes lá em Porto Alegre. Mas na sexta-feira de ramos foi diferente. O céu estava escuro, com nuvens enormes. A chuva era fina, como sempre aqui no Porto. De repente, cai uma tromba d’água e, logo em seguida, as tais pedrinhas de gelo. Foi rápido. Em questão de dez segundos, elas haviam sumido. Foi tempo suficiente para decretar o começo de uma páscoa nublada.

Uma hora depois, eu estava sozinha em casa. A flatmate brasileira viajou no início da semana. As duas alemãs se mandaram para Tomar – no centro do país – na sexta. Decidi passar o dia na cozinha, preparando um super jantar de boas-vindas para os amigos que voltariam da Espanha mais tarde.

Como sempre, o tempero foi insuficiente. Apesar disso, o bolo de abacaxi ficou uma delícia!

Lasanha para dias em que não se pode comer carne

– Colocar massa para lasanha em uma panela com bastante água e sal.

– Ferver aos poucos, por cerca de 6 minutos. Mexer para não colarem.

– Cozir legumes. Sugestão: couve-flor, brócolis, cenoura, batata, cogumelos, beringela e etc.

– Montar em uma forma alternando o molho branco, recheio e queijo.

– Gratinar no forno por cerca de 15 minutos

Não lembrei de fotografar o resultado, mas garanto que ficou bom. Rendeu até “requentamento” no sábado. A receita do molho branco foi minha amiga Alice quem passou. Aliás, ela é uma daquelas portuguesas que manja tudo de cozinha e sabe fazer comida como ninguém!

Molho branco da Alice

– 1/2 de leite
– 4 colheres de sopa de farinha
– 2 colheres de sopa de manteiga

– Deixar a manteiga derreter na panela e adicionar a farinha. Mexer e, em seguida, acrescentar o leite quente e uma colher pequena de sal. Mexer em fogo baixo até engrossar.

O domingo de páscoa foi um tédio. Abri a caixa de Ferrero Rocher que ganhei da Ann Sophie no começo do mês e comi umas amêndoas coloridas. A noite, jantei na casa duma amiga para ver se o dia ficava um pouco mais colorido. Apesar disso, o tempo feio permanece até hoje, segunda-feira, último dia do feriadão de Páscoa português.

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