Tag Archives: moradia

#ficadica: Custo Justo

Ontem a noite vi um anúncio do Bom Negócio na TV. Já estava na hora do Brasil ter algo no estilo da Craigslist. Trata-se de um site de classificados, onde pode-se postar gratuitamente anúncios de venda ou aluguel. Nesse tipo de serviço acha-se de tudo: Apartamentos para alugar, roupas para vender, anúncio de empregos, venda de filhotes de cães e etc.

Esse tipo de site é popular especialmente na Europa. Se você é estudante, trabalhador temporário ou pretende ficar por tempo limitado em determinado lugar, classificados online são a melhor forma de conseguir casa, móveis e até mesmo um carro de forma rápida e barata.

Em Portugal, sou fã do Custo Justo. Certa vez, fotografei um colchão usado que tinha em casa e queria me desfazer. Pedi 20 euros nele. 20 minutos depois de inserir o anúncio, meu telefone tocou. Era um homem querendo comprar. Buscou na minha casa no outro dia. Pegou o colchão, me deu o dinheiro. Simples assim.

Indico ainda para aqueles que estão a procura de apartamentos ou quarto para arrendar (especialmente os estudantes intercambistas ou turistas de temporada). É a melhor saída, tanto em Portugal quanto no Brasil. A dica é olhar todos os dias, pois logo que colocam um anúncio novo já chovem ligações para o anunciante… assim, tem que correr para garantir um bom negócio! Meu amigo, o André, já comprou um carro via Custo Justo. Pagou cerca de 400 euros, se não me engano. Outros amigos, Moisés e Felipe, arranjaram um beliche pelo site e, após seis meses, revenderam. Pagaram cerca de 80 euros e conseguiram ganhar mais depois.

custojust.pt: Os classificados online mais famosos de Portugal

O Custo Justo e o Bom Negócio são sites de classificados da mesma empresa. Além dos dois países, está presente em outros 23, na Europa e América Latina.

Anúncios

Deixe um comentário

Filed under Brasil, Europa, Portugal

O (falso) glamour da vida de intercambista

É, amigo. Vida de intercambista não é fácil.

Você precisa aprender a dividir sua casa com os outros. Você compratilha banheiro com gente, até então, desconhecida. Você lava roupa junto, pega coisas emprestadas e divide sua comida. Alguns vão subir de tênis no sofá, não recolher os cabelos do ralo do banheiro e deixar louça suja acumular. Mas, mesmo assim, vão continuar sendo seus melhores amigos na saúde ou na doença, na alegria e na tristeza, até que o final do semestre os separe.

Confesso que quando cheguei ao Porto, em fevereiro de 2009 (nossa, tô ficando passadinha!), eu mal sabia lavar roupa. Não entendia como funcionava aquele compartimento do sabão em pó e por que havia tantas opções de lavagem. Afinal, quanto sabão em pó eu coloco na máquina? Qual a quantidade de roupa que cabe numa vez só? Separa por cor, por “nível de delicadeza” ou por tamanho? (Tá, exagerei um pouco nesse negócio de “por tamanho”). Enfim, hoje sou uma pessoa orgulhosa de mim mesma! Eu sei lavar, passar e cozinhar. Sou A dona de casa! (Muito embora não goste muito das tarefas domésticas, minha mãe sempre disse que para mandar tem que saber fazer!).

Minha primeira residência foi junto a duas alemãs: Uma de Hannover e outra de Leipzig. Eu logo percebi quem era do leste e qual delas vinha do oeste. Preciso dizer que foi uma experiência incrível? Elas queriam aprender a falar português, e eu queria praticar meu alemão. (Como se diz em Porto Alegre: FECHOU TODAS!). A casa foi apelidada carinhosamente de Große Schule.

A minha “mãe” Maren me ensinou a lavar roupa na máquina e a cozinhar comida vegetariana (yummy yummy!). A Clara sempre reclamava da maneira como eu limpava o banheiro e dizia que eu deixava meus cabelos no ralo. (Elas eram loiras, e eu sou morena… daí não tinha desculpa do tipo “não é meu”!). Eu também tinha minhas reclamações: Elas lavavam as pranchas de surfe na banheira, metiam música alta às 2 da matina, deixavam lixo e louça acumular. Pois, nada irremediável, mas às vezes incomodava.

Todo bônus tem um ônus. No pain, no gain. Isso é faCto. Hoje olho pra trás e vejo que aquelas duas alemãs (que eu ainda espero reencontrar algum dia) mudaram minha vida. A palavra principal no meio de tudo isso é tolerância. E eu tolero tudo – só não tolero gente pulando em cima da minha cama de tênis…

Eu vejo as casas de estudantes (ou, como dizem por aí, as “repúblicas”) como verdadeiros universos paralelos. Há regras próprias em cada uma delas, assim como na nossa sociedade. Tem casa que pode fumar dentro, há outras que cigarro nem pensar. Tem gente que assume o espírito “party everyday”, há outros que querem (e precisam!) realmente estudar MUITO. Tem gente que nunca limpa a geladeira, nunca lava a louça, entra com tênis em casa e joga o papel higiênico do número 2 no lixo (o correto na Europa é jogar na sanita, ok?). Assim como há casas em que existem planilhas que ditam a ordem da limpeza do banheiro, quem passa vassoura na sala em cada semana e quando o lixo deve descer.

Cada um se adapta ou sobrevive como pode.

Depois das alemãs, morei num apê com mais 5 pessoas, dividindo o quarto com outras 2 meninas. Mudei novamente para um apartamento mais afastado do centro morando com meu namorado e duas amigas. Daí, fui viver só eu e ele no centro. Por fim, acabei fazendo mais mudanças (quando meu namo foi viver no Chile) e fui ser companhia para um grande amigo, o André. Nessa época, eu costumava dormir de vez em quando no hostel que eu trabalhava. Lá era punk: Se você não cuidar da sua comida, comem hehe

Lasanha do Pingo Doce de 1,99 euro. É MINHA, SÓ MINHA!

Tem Guaraná em Portugal sim. Mas esse é MEU, SÓ MEU!

É, amigo, animal domesticado não sobrevive na selva se não ficar esperto.

Mas relaxa e fica tranquilo. Sempre tem alguém que sabe coisas que você não sabe e vai te ensinar com a maior paciência. Do mesmo jeito, você logo entende que sabe mais sobre algo e pode também passar o conhecimento adiante. Ninguém precisa mudar, só se adaptar. Esse é o segredo 🙂

Deixe um comentário

Filed under Porto, Portugal