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O (falso) glamour da vida de intercambista

É, amigo. Vida de intercambista não é fácil.

Você precisa aprender a dividir sua casa com os outros. Você compratilha banheiro com gente, até então, desconhecida. Você lava roupa junto, pega coisas emprestadas e divide sua comida. Alguns vão subir de tênis no sofá, não recolher os cabelos do ralo do banheiro e deixar louça suja acumular. Mas, mesmo assim, vão continuar sendo seus melhores amigos na saúde ou na doença, na alegria e na tristeza, até que o final do semestre os separe.

Confesso que quando cheguei ao Porto, em fevereiro de 2009 (nossa, tô ficando passadinha!), eu mal sabia lavar roupa. Não entendia como funcionava aquele compartimento do sabão em pó e por que havia tantas opções de lavagem. Afinal, quanto sabão em pó eu coloco na máquina? Qual a quantidade de roupa que cabe numa vez só? Separa por cor, por “nível de delicadeza” ou por tamanho? (Tá, exagerei um pouco nesse negócio de “por tamanho”). Enfim, hoje sou uma pessoa orgulhosa de mim mesma! Eu sei lavar, passar e cozinhar. Sou A dona de casa! (Muito embora não goste muito das tarefas domésticas, minha mãe sempre disse que para mandar tem que saber fazer!).

Minha primeira residência foi junto a duas alemãs: Uma de Hannover e outra de Leipzig. Eu logo percebi quem era do leste e qual delas vinha do oeste. Preciso dizer que foi uma experiência incrível? Elas queriam aprender a falar português, e eu queria praticar meu alemão. (Como se diz em Porto Alegre: FECHOU TODAS!). A casa foi apelidada carinhosamente de Große Schule.

A minha “mãe” Maren me ensinou a lavar roupa na máquina e a cozinhar comida vegetariana (yummy yummy!). A Clara sempre reclamava da maneira como eu limpava o banheiro e dizia que eu deixava meus cabelos no ralo. (Elas eram loiras, e eu sou morena… daí não tinha desculpa do tipo “não é meu”!). Eu também tinha minhas reclamações: Elas lavavam as pranchas de surfe na banheira, metiam música alta às 2 da matina, deixavam lixo e louça acumular. Pois, nada irremediável, mas às vezes incomodava.

Todo bônus tem um ônus. No pain, no gain. Isso é faCto. Hoje olho pra trás e vejo que aquelas duas alemãs (que eu ainda espero reencontrar algum dia) mudaram minha vida. A palavra principal no meio de tudo isso é tolerância. E eu tolero tudo – só não tolero gente pulando em cima da minha cama de tênis…

Eu vejo as casas de estudantes (ou, como dizem por aí, as “repúblicas”) como verdadeiros universos paralelos. Há regras próprias em cada uma delas, assim como na nossa sociedade. Tem casa que pode fumar dentro, há outras que cigarro nem pensar. Tem gente que assume o espírito “party everyday”, há outros que querem (e precisam!) realmente estudar MUITO. Tem gente que nunca limpa a geladeira, nunca lava a louça, entra com tênis em casa e joga o papel higiênico do número 2 no lixo (o correto na Europa é jogar na sanita, ok?). Assim como há casas em que existem planilhas que ditam a ordem da limpeza do banheiro, quem passa vassoura na sala em cada semana e quando o lixo deve descer.

Cada um se adapta ou sobrevive como pode.

Depois das alemãs, morei num apê com mais 5 pessoas, dividindo o quarto com outras 2 meninas. Mudei novamente para um apartamento mais afastado do centro morando com meu namorado e duas amigas. Daí, fui viver só eu e ele no centro. Por fim, acabei fazendo mais mudanças (quando meu namo foi viver no Chile) e fui ser companhia para um grande amigo, o André. Nessa época, eu costumava dormir de vez em quando no hostel que eu trabalhava. Lá era punk: Se você não cuidar da sua comida, comem hehe

Lasanha do Pingo Doce de 1,99 euro. É MINHA, SÓ MINHA!

Tem Guaraná em Portugal sim. Mas esse é MEU, SÓ MEU!

É, amigo, animal domesticado não sobrevive na selva se não ficar esperto.

Mas relaxa e fica tranquilo. Sempre tem alguém que sabe coisas que você não sabe e vai te ensinar com a maior paciência. Do mesmo jeito, você logo entende que sabe mais sobre algo e pode também passar o conhecimento adiante. Ninguém precisa mudar, só se adaptar. Esse é o segredo 🙂

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#ficadica: Oporto Invictus Hostel

Na minha opinião, é o melhor hostel do Porto até o momento. Fica mesmo no centro, a 5 minutos a pé do Piolho (Reitoria e Fonte dos Leões), quase ao lado do 77, próximo a Cedofeira, Aliados e estação de metro Trindade. Para intercambistas que não acharam apartamento para alugar via internet ou não conseguiram residência universitária, faz reserva lá! Pros viajantes e turistas, fica a dica.

O Oporto Invictus Hostel tem site e página no Facebook.

Dá ainda para tentar pleitear um desconto com “os boss”, Nuno e Filipe. Cita meu nome que eles ficam felizes 🙂

O Invictus foi minha segunda casa por um bom tempo 🙂

Saudades tb do colega Bruno, o cara de Piracicaba que chegou da Irlanda numa noite chuvosa 😛

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Moving again!

Essa é a quinta vez que me mudo em menos de um ano. Depois de debandar da minha casa brasileira, me empolerei por alguns dias na Pousada da Juventude junto a Foz do Rio Douro, em Portugal.

A minha cama na PJ era a de baixo

Achei um lar na rua do Rosário, bem no centro de Porto, alguns dias depois. Morei com a Clara e a Maren no começo, duas alemãs. Depois, passei a dividir o quarto com a Thaís, uma brasileira de Caxias do Sul/RS.

Pena que o quartinho custava 230 euros mensais...

Após o mochilão no verão de 2009, fui para outro apartamento. Dessa vez, a uma quadra da rua de Cedofeita, ao lado da Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Os antigos moradores da tal República Sempre Cabe +1 já eram conhecidos no prédio pela zoeira. Sobrou para nós, que mudamos para cá no segundo semestre do ano passado. Por não aguentar mais as reclamações dos vizinhos – que não devem ter nada mais interessante pra fazer da vida a não ser tocar nossa campainha -, decidimos mudar novamente.

Nas últimas semanas, o apê parece filme de terror. Bagunça tem de sobra! Dos seis compaheiros de casa, Kelly e Flávia seguem comigo. O Dents e a Babi voltam pro Brasil, mas o Felipe fica mais um mês com a gente.

A minha cama é a do varal 😛

Pois, volto a empacotar os bagulhos e me mando para a beira do metro da Lapa. O lugar é bacana, a 15 minutos a pé do centro ou da minha Faculdade. Semana de mudança é foda. Ainda mais quando não se dispõe de fundos financeiros para contratar frete…

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Engatinhando

Domingo.

Havia combinado de encontrar com uma amiga portuguesa que conheci via internet ainda do Brasil. Liguei para a Alice perto das 11h, logo depois de tomar o pequeno-almoço do hostel. Ela não atendeu e eu decidi aceitar o convite dos alemães que habitavam meu quarto. Fui caminhar da Foz até Matosinhos quase. A Foz é um bairro aqui, que fica na foz do Rio Douro. Matosinhos é uma cidade satélite do Porto – google it!.

A caminhada iniciou perto do meio-dia, e estavámos meio sem destino mesmo. Não planejamos ir até Matosinho, afinal. Eu estava carrengando o laptop na mochila, a procura de internet wireless grátis. Caminhei mais de 10 km, com pelo menos cinco quilos nas costas para não conseguir usar a Internet grátis do Parque da Cidade. Mas, tudo bem, o passeio foi legal. Momento felicidade

Comi um hamburguer de três euros. Meio caro para os padrões daqui, mas a Foz é lugar turístico, lindo demais e as coisas geralmente são beeem carinhas. Voltamos quase às 18h. Comprei canelone congelado e um litro de coca-cola, cerca de 3 euros no total. Fizemos a janta no hostel e depois os amigos partiram.

Segunda.

Uma das alemãs, a Alena ficou mais uma noite no hostel. Conversamos até a meia-noite de domingo, mas acordamos cedinho na segunda. Eu precisava me registrar na reitoria e ela queria fazer compras à tarde. Combinamos de nos encontrar na estação de metro ao meio-dia. Cheguei atrasada 30 minutos e perdi ela. Para sempre. Não nos encontramos mais. Muito triste.

À tarde passeei pela Santa Catarina, uma rua tipo Champs Elysees, e almocei no shopping Via Catarina. Almoço caro e ruim. Sete euros mal gastos. À tarde voltei para a reitoria e encontrei com o Rafael nas escadas, um goiano que estuda na UnB. Falei sobre meu problema de “sem internet” e ele me ofereceu a da casa dele. Fui até lá para finalmente usar o computador.

Depois, às 17h, voltamos à reitoria para a festinha de recepção dos estudantes estrangeiros. Foi bem divertido. Bebemos vinho do Porto e tiramos fotos. Encontrei algumas das pessoas que havia conhecido na Internet ainda no Brasil. Foi muito bacana quando me deparei com a Renata, uma paulista que conversei apenas duas vezes via messenger e muito rapidamente. Um amigo em comum nos apresentou e depois de alguns minutos de conversa eu percebi: “Eu já falei contigo no msn!”. Sério, foi um “putz” gigante. Eu saio de Porto Alegre para um Porto menor ainda! E ela: “Foi tu que me perguntou sobre as tomadas né?”. Bom, como resultado da bagunça, arranjei uma melhor amiga logo de cara. Procuramos apê juntas, mas não deu certo. Ela mora aqui pertinho, então, tá beleza!

Terça e quarta.

Dias de verdadeira peregrinação à procura de apê. Em resumo, olhei mais de 15 apartamentos e quartos. Acabei por fechar negócio no primeiro que vi. O apartamento é ótimo, tenho quarto individual e divido com duas estudantes alemãs. Fica bem no centro do Porto, a 10 minutos de caminhada da reitoria – no centrão – e 15 do meu campus.

Quinta.

Fiz o tal de andante dourado, que permite que você ande a vontade de ônibus e metro nas zonas que pagou. O meu cobre três zonas, a C1, C2 e C6. Custou 22 euros e uns quebrados, mais os 5 para confeccionar o cartão.

Minha mudança ocorreu a tarde, e eu a fiz sozinha. Trouxe 50 quilos de malas, que arrastei de ônibus até aqui. Quis fazer somente uma viagem, para não ficar indo e vindo. Nessa noite, fiz a faxininha no meu quarto e organizei algumas coisas. Ficou bom 🙂

Sexta.

Fui a uma aula terrível e decidi cancelar a cadeira de “Fundamentos de Química”. À tarde, fui em uma feirinha perto de Maia, com minha amiga portuguesa, a Alice. Comprei pantufas por 2,50 euro e um pijama a 5. Galochas por 10 euros! Tinha cada coisa que fazia a pessoa enloquecer. Ainda bem que levei pouco dinheiro. Mas, estou me coordenando (até demais) em relação às compras aqui. As galochas custavam apenas 10 euros!! No shopping dá vontade de gritar quando se vê um casaco da Zara a 30 euros. Inacreditável. Blusinhas que custam 50 ou 60 reais no Brasil, aqui saem por 9,90 tranquilo.

Próxima paragem: Estádio do Dragão Depois, peguei o metro e fui até o Estádio do Dragão, do time do Porto. O lugar é lindo. Nos escalamos para a visita guiada da Erasmus mesmo sem estarmos inscritos. O estádio foi construído em 2003 e a estação de metro fica na frente – tem até o mesmo nome.

À noite sai novamente com um amigo português, o João. O conheci via Internet e ele é bem legal. Fomos dar uma volta nas ruas do centro, para ser introduzida à noite do Porto. Mesmo com o frio, um monte de gente se arrisca a sair na noite para beber e conversar.

Sábado.

Fiquei o dia todo em casa, a limpar e organizar. Valeu a pena, pois agora já estou devidamente alocada. Minha amiga Alice me convidou para jantar na casa dela. Perto das 19h, me fui para a estação Hospital São João comer pizza feita em casa. Nossa, melhor comida da vida. Aqui é complicada a alimentação. Minha perdiçãoNão cozinho coisa nenhuma – só fritura e porcaria – e sinto falta de carne boa e feijão. Apesar disso, a comida aqui é relativamente barata. Gastei 9 euros no supermercado e comprei suco, leite, arroz, massa, sucrilhos, pão de forma, água, óleo, presunto, meia dúzia de ovos e dois tomates. Acho que no Bourbon eu gastaria mais…

Festaaaaço na noite de sábado. Nossa! Acho que ainda não me recuperei. Perto da meia-noite, fui para o esquenta na casa da Renata. Tinha uma brasileirada lá.. Lá por 2 e pouco, fomos enfrentar o frio de 7 ou 8 graus, além da fila na entrada da balada. Mas valeu a pena.

Domingo.

Dia ligth. Finalmente conheci a Ribeira. Almoçamos com vista para o Rio do Douro. Gastei 4 euros.

Passei parte da tarde e a noite na casa da Renata – que mora com mais seis meninos. Lá pelas 22h, voltei para meu novo lar.

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Terra a vista: O primeiro dia

O início deve ser a parte mais complicada. Talvez por causa da noite mal dormida no avião, a velocidade de raciocínio é afetada drasticamente. Apesar disso, são nas primeiras horas que se passam os maiores apuros em solo desconhecido.

Logo que cheguei no aeroporto Franscico Sá Carneiro me assutei com a movimentação inexistente. Naquele sábado, estava tudo calmo e havia poucas pessoas circulando. Apanhei minhas malas e me fui à maquininha do metro para comprar meu andante. Por €1,45 viajei da estação aeroporto até a Casa da Música, que é um bocado longe, cerca de 22 minutos. Chegando lá, olhei minhas anotações do caderninho verde e procurei pelo autocarro – assim que chamam os ônibus urbanos – que me levaria até a Pousada da Juventude.

Só que quando cheguei à Casa da Música, me informaram erroneamente sobre a localização da paragem. Andei mais de quatro quadras, carregando 50 quilos de bagagem e mais um mochila pesadinha. Detalhe que eu estava congelando, com um casaco fininho, uma blusinha fininha e uma regata fininha. Os dedos congelaram, a garganta começou a doer, o vento cortou meu rosto e, para piorar, eu estava suando, pois as malas eram realmente pesadas demais para mim.

Cheguei a tal paragem e entrei no autocarro, isto é, só consegui entrar porque me ajudaram. O povo português é muito cortês, em especial com estrangeiros. Me disseram que alguns tem “problemas” com brasileiros e não gostam muito. Aqueles que gostam, abraçam a causa literalmente e idolatram o país verde-amarelo. Por mais €1,45 desci na frente do hostel cerca de duas ou três horas depois de ter chegado ao Porto.

A Pousada da Juventude fica na beirada da Foz do rio Douro. É um lugar lindo. Os quartos são ótimos, e o atendimento coloca muito hotel no chinelo. O café da manhã é bom, e há uma cozinha para preparar as outras refeições. Geralmente as pessoas que ali ficam estão só de passagem pela cidade, sendo assim, faz-se muitos “amigos descartáveis”.

A primeira coisa que fiz quando cheguei foi telefonar para casa. O famoso “Mãe, está tudo bem e eu tô viva”. Depois larguei minhas malas no quarto 119 e me fui andar pela cidade. Caminhei bastante até, apesar do frio e da chuvinha fina que me recepcionaram. Não havia uma alma viva nas ruas. Isso dá uma deprê… A pessoa chega sozinha a um país estranho, sai para caminhar em pleno inverno europeu e não vê um ser humano pelas ruas da cidade.

Comprei uma garrafinha de água por €0,12 no Mini-preço – o supermercado mais barato daqui – e segui para o campus da  Universidade do Porto na rua Campo Alegre, que conhecia apenas por fotos até então. Conversei com guardas na Europa. Acho que foram meus primeiros amigos por aqui. Me passaram informações úteis, tais como o horário dos Restaurantes Universitários, uso da internet grátis nos campi, clima, perigos notunos – que não há para as raparigas, segundo o guarda Fernando – e algumas explicações para chegar aos lugares que eu queria.

No caminho para algum lugar – sinceramente, não sei para onde estava indo – encontrei Ewa. Ela é de algum lugar da Europa oriental e ficamos a conversar um pouco na saída do alojamento universitário da Faculdade de Letras. Na segunda-feira encontrei Ewa novamente, na terça também e não paro de encontrá-la… Mas isso é uma coisa legal, por enquanto. Voltei para o hostel logo às 18 ou 19h, pois estava realmente muito frio para andarilhar.

Liguei para casa novamente e dessa vez estavam todos mais calmos. Eu estava vida – e continuo -, então não há muitos motivos para se preocupar. Conheci uns meninos de Santa Catarina na sala de convivência, o que foi a salvação da lavoura para mim. Estava realmente precisando conversar com brasileiros, apesar de esse não ser meu objetivo aqui. Eles estavam a viajar com um grupo do Erasmus da Universidade de Lisboa.

No meu quarto só consegui deduzir que entre minhas companheiras noturnas estaria uma alemã, pois vi uma revista no idioma, e alguém que estivesse aprendendo espanhol, porque havia folhas de estudo em uma pasta. Desci para esquentar o sanduíchezinho que comprei em uma padaria e havia uns alemães na cozinha. Foi lá também que conheci Julia, uma argentina de 76 anos que está dando um giro pelo mundo desde outubro. O máximo. Ela me viu comendo aquele pãozinho, meio tristinha com o frio, e veio com um pratinho de camarões: “Queres un poquito?”. Não tive como recusar. Ela adora cozinhar e estava fazendo macarrão com molho de champignons – bem ruim né? – e veio novamente com um “Coma un poquito, chica”. A chica comeu.

Nesse meio tempo, os tais alemães que estavam bebendo vinho barato  e jogando bate-bate – ou jogo do tapa, acho que chama – ficaram de ouvido na nossa conversa e eu imaginei que eles deveriam estar entendendo alguma coisa. De cara deduzi: São as alemãs do meu quarto e elas estudam espanhol. Dito e feito. Tratavam-se de quatro meninas e dois meninos, estudantes de español em Salamanca. Ficamos a conversar um tantinho e respondi algumas perguntas sobre o Brasil – todos querem saber do carnaval carnaval carnaval -, enquanto comia a jantinha da Julia – que teve reprise na noite de segunda-feira.

Para fechar meu primeiro dia em solo português, bati um papo em alemão-espanhol-português-inglês com uma das alemãs que não foi para a balada com os outros, pois estava doente. Eu, podre de cansada do jeito que estava, nem cogitei aceitar o convite. Acordei pelas duas da manhã com o barulho das meninas que chegaram. Nada demais. Esatava tão cansada que devo ter voltado a dormir segundos após.

Não me animei a fotografar no primeiro dia. A chuva, o frio e o cansaço me desanimaram. Também não havia muito a registrar. Não gosto desse estilo “turistona” de fotografar monumento histórico, museu, estátua e coisas do gênero. Minha primeira foto aconteceu no domingo, mas isso é texto para outro post.

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