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A crise da Europa no jornal brasuca – parte II

EUROPA SOB MAU TEMPO:

DESEMPREGADOS ENCHEM AS RUAS

No terceiro dia da série sobre a crise na Europa, a descrença dos espanhóis chega até a monarquia

Queda na bolsa de valores, aumento da dívida, resgate, recessão, risco-país. A cada dia, novos indicadores tumultuam o cotidiano dos espanhóis. O vocabulário das ruas se mescla ao do noticiário, e todos, além de treinadores de futebol, agora são analistas econômicos.

Enquanto Mariano Rajoy terminava seu primeiro discurso como novo primeiro-ministro espanhol, no final de dezembro, um senhor comentava com outro: “Mais de uma hora de discurso, e a única coisa de que lembramos é que ele quer passar todos os feriados para segundas-feiras.” A observação reflete como a crise econômica afeta o modo de vida espanhol. Assim como para os brasileiros, para eles os feriados são sagrados, e abrir mão será uma dura obrigação.

Quando o número de desempregados passa de 5 milhões – mais de um a cada dez habitantes – e fica cada vez mais difícil prever o que irá acontecer nos próximos meses, os espanhóis começam a colocar em xeque até o que antes parecia inquestionável.

Combinado aos sacrifícios impostos à população, um escândalo de desvio de dinheiro que envolveu o genro do rei Juan Carlos obrigou a tradicional monarquia, pela primeira vez desde a redemocratização, a tornar públicas suas contas. Os valores, que chegam a 1 milhão de euros por ano, indignaram a população. A notícia veio à tona no fim de 2011. Na época, a Espanha já era conhecida por abrigar algumas das maiores marchas de protesto da Europa, comandadas pelos autodenominados Indignados.

O desemprego é o que mais preocupa os espanhóis. Um exemplo da falta de perspectivas é dado por duas profissionais da área de comunicação que trabalhavam sob contrato temporário – o mais comum neste momento – e foram demitidas na véspera do Natal. A explicação da empresa: todos os negócios voltados ao mercado espanhol haviam sido cancelados, e a empresa passaria a atender a outro país. Como as amigas, de 25 e 35 anos, não tinham experiência no novo mercado, seus postos seriam ocupados por outros.

A funcionária mais antiga dizia estar tranquila, pois com seu salário-desemprego poderia viver alguns meses. Já a mais nova, que ingressara há pouco no mercado de trabalho, estava apavorada – seu contrato não lhe dava direito ao seguro, e a possibilidade de encontrar um novo trabalho era remota. Mais de um mês depois, as duas espanholas ainda estão desempregadas.

Cresce barreira a estrangeiros

Esta não é a primeira crise enfrentada pela Espanha, mas já está entre as mais duras. Os que atravessaram outros períodos de dificuldade econômica, como a do início dos anos 90, acreditam que o momento está servindo para chamar a atenção da população para a necessidade de se adaptar às mudanças e não temer as adversidades. Tal como está a economia, é impossível saber o que vai acontecer, mas tudo indica que uma nova alta de impostos se aproxima.

A crise afeta também estrangeiros que estão na Espanha. Muitos, ainda com a velha ilusão de fazer dinheiro na Europa e depois voltar aos seus países, continuam desembarcando no país. A maioria dos jovens que conheço e estudam em Madri são venezuelanos. Para eles, a situação está muito difícil, mas ainda não se compara à de seu país.

Hoje, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), quase 10% da população da Espanha é formada por estrangeiros. Aqueles que já estavam no país antes de 2008 e têm algum tipo de formação seguem com seus trabalhos, mas já avaliam a possibilidade de voltar à terra natal. Os que estão chegando agora encontram ainda mais barreiras para entrar e permanecer. Entre empregar um espanhol e um estrangeiro, as empresas optam por cidadãos locais.

Crédito: Tatiana Mantovani (Tatiana Mantovani, 28 anos, é jornalista e vive em Madri. Atua na área de marketing e gestão de conteúdo para uma página de internet na capital espanhola)

Na Espanha, de cada 10 pessoas, 1 está desempregada

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Ai se eu te pego na Europa

A reportagem de abertura do Fantástico deste domingo, 15 de Janeiro, foi o sucesso de Michel Teló na Europa. Ele foi a Península Ibérica para duas apresentações em Portugal e quatro na Espanha, além de inúmeras entrevistas e participações em programas de tv.

O Fantástico aproveitou para proporcionar o encontro de Teló com Cristiano Ronaldo, que, segundo o que dizem, foi responsável pelo sucesso de “Ai se eu te pego” do outro lado do Atlântico, depois de comemorar um gol do Real Madrid com a dancinha já famosa cá.

A primeira vez que eu ouvi falar de Michel Teló foi na Europa. Fui a festa de despedida de um amigo brasileiro que estava retornando ao Brasil. Ele me mostrou “Fugidinha”. Outro amigo, que é do Mato Grosso do Sul, disse que conhecia o Michel Teló. Parece que um amigo dele era primo do Teló ou algo assim, e eles se conheciam pessoalmente. Claro, na época, Michel Teló não devia nem sonhar que um dia faria sucesso na Europa, conheceria o Cristiano Ronaldo e que um monte de gente que não fala a língua dele cantaria sua música.

Aqui no Brasil há muitas pessoas criticando o sucesso de Michel Teló. Dizem que ouvir e gostar de “Ai se eu te pego” é falta de cultura, coisa de gente de baixo nível. Há, inclusive, cantores e pessoas da mídia falando mal dele. Eu acho isso um absurdo!

Aprendi na Faculdade, em uma aula de Psicologia, que uma pessoa pode ser vista de três formas distintas: 1) como a pessoa se vê; 2) como os outros veem a pessoa; 3) como a pessoa pensa que os outros a veem. E daí, fico a pensar: o Brasil não é uma pessoa, ok. Mas é uma Nação, formatada por diversas identidades, que correspondem também a uma identidade única, pois senão não teria estabelecido seus limites geográficos assim. Ou seja, dá para aplicar essa teoria ao país.

Como o Brasil se vê? O Brasil é o país da esperança para alguns, e das oportunidades para outros. É um país formatado por uma massa sem cultura, e uma elite que administra dinheiro e poder. Mas a elite também pode ser vista como burra, formada por filhinhos de papai que não se prestam a ler um livro. O Brasil é o país das cotas raciais para ingresso na Universidade, pois tivemos escravos até quase o início do século XX. O Brasil é o país do carnaval, das mulheres bonitas, dos bons jogadores de futebol que são exportados ainda moleques. Mas o Brasil também é o país da má alimentação, da subnutrição, do surto de câncer e dos astros do futebol que decidem ficar nos times de cá. Temos a Amazônia, as praias e outras belezas naturais. Mas também temos cidades lotadas, caras, sem infraestruturas básicas ou transporte público. Pode ser o país da fome, da miséria e da injustiça social, ao mesmo tempo que, para alguns, é o lugar certo para gastar um salário mínimo numa noite de balada.

Como os outros veem o Brasil? Há provavelmente os que ligam Brasil a diversão (carnaval, futebol, festa, verão, cerveja, mulher bonita), enquanto outros o remetem a pobreza (favelas, crianças famintas, seca no Nordeste, corrupção social, tráfico de drogas, guerra civil). Deve existir os que somam os dois fatores (um país de gente alegre, mas pobre; um país bonito, mas perigoso). Ainda posso citar gente que acha o Brasil caro, que nunca viveria aqui ou que sonha em passar o resto dos seus dias cá. Do mesmo jeito, há os que acham o Brasil ridiculamente barato e, talvez, o país das oportunidades no momento atual.

Fiquei matutando sobre esse assunto um bocado. Concluí que a maioria das pessoas deve ver o país de uma forma bem particular, afinal somos extremamente plurais aqui. Para escrever sobre como os outros nos veem, tentei lembrar de comentários que ouvi de estrangeiros sobre o país. Impossível não cair em alguns clichês.

Agora, talvez o mais difícil pareça imaginar como o Brasil pensa que os outros o veem. Na minha opinião, é a parte mais fácil. Como o Brasil pensa que os outros o veem? Praia, samba e futebol. E, agora, ainda há o temor de que associem nosso país ao “Ai se eu te pego” de Teló. Mas por que o medo? Se temos mesmo milhares de pessoas dançando, cantando e indo aos shows dele? Não é o gosto por uma música ou o hábito de assistir determinados programas de tv que define se a pessoa é culta ou não.

Detalhe que Michel Teló já gravou “Ai se eu te pego” em inglês. A ideia é “atacar” agora os país de língua não latina 😛

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Mais do Facebook Leaks Portugal lol

Para que o empréstimo da Troika (constituída pela Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) saísse, todos os países da União Europeia deveriam concordar. A Finlândia estava indicando que seria contra ajudar Portugal, então algum português fez o vídeo What the Finns need to know about Portugal, que fez sucesso na internet e fora dela (assiste aqui). Fato é que o empréstimo de 78 mil milhões (é assim que se diz bilhões em purtuguêix!) de euros foi aprovado alguns dias depois.

Na onda do FBleaks (que descobri apenas ontem e é espetacular), segue mais uma brincadeirinha da época. A Finlândia respondeu naqueles questionários do FB que não emprestaria dinheiro a Portugal hehe (engraçado demais!).

E a Espanha ainda faz graça e toma no meio!

E quando o Moody’s baixou a nota de crédito de Portugal rebaixando-a a lixo? Além de receberem lixo (de verdade!) pelo correio, enviado por agências de publicidades portuguesas, ainda foram xingandos de FDP via Facebook (by FBleaks, que é de brincadeirinha, né?).

Moody's Cabrão!

Uma postagem na wall do novo Primeiro Ministro português origina debate sobre a situação do país. O desemprego tá foda (desculpa o termo, mas não encontrei definição melhor) e o temor de ser anexado a Espanha (NUNCA-JAMAIS) demonstra que o bicho está mesmo “a pegare”. O Sócrates ainda não sabe cadê a crise e o Presidente Cavaco da Silva só se diverte (como sempre, tanto na brincadeira quanto na vida real!).

E depois de toda a merda, sente o desespero do novo Primeiro Ministro lol

Sério, eu me divirto demais! Eu já likeei a página no FB!

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Españistán, de la Burbuja Inmobiliaria a la Crisis

Confesso que nunca entendi direito porque a Espanha entrou em crise de uma hora para outra. Bem, um dos motivos para a falta de entendimento pode ser o fato de eu nunca ter vivido em Espanha. Além disso, sempre tive pouco contato com espanhóis e nunca me interessei em saber o que se passava na terrinha ao lado de Portugal.

Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha são os PIIGS de Europa – considere que Espanha, em inglês, inicia com “S” (Spain!).

Em uma crise, sempre tem uma bolha envolvida. Em Espanha, a bolha é imobiliária. A especulação aumentou o preço dos imóveis ao mesmo tempo que a compra deles era facilitada por empréstimos menos burocráticos. Ou seja, os bancos emprestavam dinheiro porque alguém comprava as dívidas. As pessoas podiam comprar casas novas porque estavam construindo imóveis a todo o vapor. O preço dos imóveis era sempre valorizado, então as pessoas tinham a certeza que consiguiriam pagar a dívida a longo prazo.

O final da história? Bom, os bancos pararam de emprestar dinheiro porque não vendiam mais as dívidas. Quem financiou a casa em 30 ou 40 anos não conseguiu mais pagar, porque os sálarios não aumentaram nesse período, mas as prestações de pagamento sim. Como os bancos pararam de emprestar dinheiro, as hipotecas das casas foram executadas.

Os espanhóis ficaram sem empregos e sem casas. Aliás, se iludiram com “o sonho espanhol”. A verdade é que sempre receberam um “soldo de mierda”, e as casas financiadas nunca foram suas de verdade.

Dá uma espiada no vídeo abaixo para entender melhor a bolha imobiliária e a crise:

Eu até conheci um português que viveu 20 anos em Espanha e retornou a Portugal porque cortaram 50% do sálario dele do dia para a noite. Provavelmente não foi o único. Os imigrantes estão abandonando Espanha, do mesmo jeito que pulam fora de Portugal. A Irlanda também passa por essa fase, junto com a Grécia (que sofreu um mega baque há alguns anos) e a Itália (que, convenhamos, nunca andou muito bem das pernas).

Em Portugal, apelidaram o período entre o ano 2000 e 2010 de “Década Perdida”. Ninguém teve promoção no trabalho ou aumento significativo de sálario – em cargos públicos. Porém, muito embora essa seja a realidade dos funcionários públicos residentes nos PIIGS, a situação se reflete no privado. Menor poder de compra = menos dinheiro circulando na praça = salários generalizadamente menores. Já presenciei meus professores da faculdade portuguesa reclamando sobre planos de carreira nunca cumpridos e salários estagnados.

Já falei por aqui que na Europa a inflação é quase nula e a mobilidade social também. Já disse também que não é comum as pessoas apostarem na compra da casa própria, como ocorre no Brasil. Aliás, Portugal é o país europeu com mais casas próprias. Em países onde o governo garante suporte, melhor mesmo é investir em cursos e viagens, não na compra de imóveis.

Enfim, pouco entendo sobre crises econômicas, mas, pelo que observo, essa história vai longe. Eu que não queria estar na pele de algum governante e ter que resolver essa história.

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O Ronaldo português

Descobri Cristiano Ronaldo na Copa de 2006. No mesmo pacote, caí de amores por Fernando Torres. “Os dois jogadores ibéricos mais gatos do mundial”, foi a alcunha dada por mim. Hoje assisti ambos disputarem um lugar nas quartas de final da Copa 2010 por suas respectivas seleções. Que decepção!

Torres está horroroso. Não falo do futebol, pois desse quesito não entendo muito. Na Copa de 2006 parecia muito melhor. Um verdadeiro gatinho em um mundo de gente feia e esquisita que nasce em Espanha. Torres ficava parelho com Ronaldo, que vi pessoalmente em um jogo contra a Suécia, em 2009, no Estádio do Dragão. Hoje percebi que Portugal é mesmo a terra dos homens mais bonitos do mundo! As mulheres passam a pesar o dobro a partir dos 30 anos – é claro, com raras excessões. Os homens – aqueles que não são gunas e não usam bigode – poderiam receber um troféu. Quanta saúde!

Muito embora o sotaque da Madeira me irrite, Cristiano Ronaldo ainda tem sua graça. Dizem por aí que não cantou o hino português pois queria agradar os espanhóis. Eu acho apenas que ele não tem muita chance numa seleção onde todos querem subir o valor de seu passe. Deco abriu a boca pra reclamar e não jogou mais. Provavelmente o passe de Fábio Coentrão será melhor pro ano. Talvez o do guarda-redes Eduardo também se supere.

Enfim, fato é que o Ronaldo daqui é o português mais conhecido do mundo.  Aliás, Ronaldo é um nome bom para dar aos filhos. Tem Ronaldo famoso no Brasil, Ronaldo famoso em Portugal. Os Ronaldos são conhecidos em qualquer lugar do mundo. É a melhor associação para dizer após dizer “I’m from Brazil”, e uma explicação conveniente para os portugueses que querem provar ao mundo que são só pequenos em área territorial.

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A passagem mais barata da Ryanair

Por 19,98 euros, Carolina Bogéa passou quatro noites em Madrid, capital da Espanha. Foi sua primeira viagem internacional na Europa, já que tem residência fixa em Portugal pelo menos até o próximo ano. Aliás, se não fosse pela taxa do cartão que a Ryanair anda a cobrar – cuja qual só o Mastercard PrePaid está isento -, a viagem teria saído por 9,98 euro.

Madrid tem seu charme 🙂

Carol é carioca e mora no Porto desde fevereiro. Segundo ela, o fim-de-semana prolongado em Madrid custou-lhe 180 euros. “Foram 120 em gastos, 40 de hostel e mais os 19,98 da passagem”, descreve. O ingresso de visitação turística mais caro que pagou foi o do Estádio do Real Madrid. “Além de ser um dos maiores times da Europa, ter a sensação de pisar no gramado que o Kaká joga valeu os 15 euros”, conta Carol.

Outro passeio que lhe custou dinheiro foi o do Palácio Real: 3,50 euro para estudantes. O Museu do Prado tem entrada gratuita para estudantes europeus. Brasileiros deveriam bancar 50% do ingresso. Carol entrou de graça, mesmo não tenho cidadania da UE: “Desenrolamos com um jeitinho brasileiro e conseguimos cortesia”, gaba-se a estudantes de mobilidade na Universidade do Porto, que é européia de qualquer forma.

Carol assistiu uma das famosas touradas espanholas, praticamente o símbolo nacional. “Na tourada os preços variam de 2,20 até 73 euros”, explica, afirmando que paga menos aqueles que se prestam a assistir o espetáculo no sol. Ela e os quatro amigos companheiros de viagem optaram pelo bilhete de 3,90 euro. “O lugar era bem no alto, numa das últimas fileras, mas tinha sombra”, comemora, afirmando que a loçalização é boa e “dá pra ver legal”, mesmo ficando bem lá no topo da arena.

Espanha - Carol - Brasil

Ela diz ainda que valeu a pena comprar o abono turístico dos transportes: São três dias de metro a vontade por 11,60 euro. Madrid é conhecida por ser a cidade que se paga para sair e entrar no aeroporto. O valo? 1 euro por vez. Sendo que o bilhete para dez viagens custa um pouco menos de oito euros, somados aos dois euros que se necessitaria para sair e entrar uma vez do aeroporto, o valor total rondaria os dez euros.

O tal abono turístico permite entradas, saídas e voltas ilimitadas de metro. Vale a pena, especialmente para aqueles que pretendem passar uma noite no aeroporto, no maior estilo mendigagem Ryanair. Na última noite, Carol e os amigos acamparam no aeroporto de Barajas. O vôo de volta era cedo, então não faria muito sentido queimar dinheiro em hostel. “No último dia fizemos o check-out às 9h, deixamos a mala no hostel e buscamos às 23h”, comenta a estagiária que não demorou muito a misturar o jeitinho brasileiro com o europeu – esperta ela! 😛

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El niño colgado

Em agosto, lembro-me de ter visto inúmeros “bus stop” em Madrid com publicidade de Up. Perguntei a um amigo o que significava a tal frase “este niño esta colgado”. O pouco que sei de espanhol aprendi com a professora Yvéres e com a Elisabete Bulhões, no Ensino Fundamental e Médio, respectivamente. Posso traduzir “espaldas”, mas “colgado” não faz parte do meu vocabulário.

A explicação em português do Rodrigo foi precária – já que ele mora há dois anos em Espanha e a gente começa a esquecer algumas palavras da língua mãe quando tem pouco contato com ela. Apesar disso, a mímica ajudou a entender que quem está colgado, está preso ou colado em alguma coisa. Segurando em uma corda, por exemplo.

Publicidade do niño colgado em Barcelona

Enfim, depois de descobrir Up em Madrid e fotografar um bus stop em Barcelona, assisti o filme nessa semana, aqui no Porto mesmo. A história de duas crianças aventureiras, que sonham em chegar a Paradise Falls, norteia Up. O tempo passa, os personagens envelhecem e o sonho nunca é realizado. Até que um dia, o personagem principal Carl decide mudar isso e ruma à tal Paradise Falls.

Destaque para Dug, o cachorro que toma Carl como mestre. “Yes, master… I love you, master…” e “Be my prisioner, pleeeease!!” –  sim, ele fala e eu queria um desses pra mim! Legal também a animação dos balões de gás – que me deixaram nervosa durante o filme todo, mas não vou dizer o porquê.

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