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Portugal elege seu novo Primeiro Ministro

Ontem, domingo 5 de junho, ocorreram as Eleições Legislativas em Portugal. Os portugueses que entenderam importante votar (porque em Portugal não é obrigatório), se dirigiram às urnas para escolher um novo primeiro ministro. Depois de Sócrates ter se demitido em meio ao estopim da crise, Pedro Passos Coelho é novo primeiro ministro português.

O partido dele, o PSD, é de centro-direita. Ou seja, a tendência é um governo conservador. Não posso dizer ao certo se acho isso bom ou ruim, mas penso que de repente uma força de esquerda poderia fazer a diferença nos cortes previstos nos sálarios e aposentadorias, bem como barrar um aumento de impostos e inflação. Em tempos de dívida com o FMI, as esperanças concentram-se não na prosperidade e sim na busca por uma luz no fim do túnel – e que não seja muito sofrível o caminho até ela.

Importante destacar que apesar de Portugal não ser mais monarquia, ainda conta com um Primeiro Ministro. Depois de anos e anos como reino, o regime parlamentarista ainda vigora no país, muito embora esse tenha um Presidente da República, Cavaco da Silva. A tendência em regimes políticos nesse modelo é a diminuição do poder do Presidente, concentrando as decições no Primeiro Ministro. Por isso a importância da eleição desse último domingo.

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10/10/10

Ouvi falar que outubro de 2010 é um mês especial. Primeiro porque são raros os meses com cinco domingos. Dizem que os domingos são dias especiais, não só por marcarem o início da semana na maioria dos calendários, pois também são chamados de ”os dias que a vida inicia”. Aliás, eu nasci num domingo, em 1986, e sempre ouvi dizer bem do dia que (teoricamente) ninguém trabalha. Outro fato curioso desse mês, foi ter o dia 10/10/10. Isso só vai acontecer novamente em 2110. Fato tolo, mas é incrível pensar que eu vivi uma data que só se repetirá em100 anos!

Enfim, outubro começou com a recepção dos novos estudantes intercambistas da UP. O evento ocorreu na Reitoria da Universidade do Porto no primeiro dia do mês. O André fez o discurso da Brasup, passamos o novo vídeo (feito por mim!) e eu ainda disse algumas palavras em inglês para aqueles que ainda não entendem bulhufas de português.

No dia 1 também comemorei um ano de namoro. Na verdade, um ano que conheci meu namorado, mas como a gente nunca marcou data nenhuma, dia primeiro foi o dia que tudo começou. Viajamos no final de semana à Galícia, no norte de Espanha. Chuva e mais chuva! Foi bom para esparecer, pois fazia muito tempo que eu não saía do Porto. Conheci Vigo e Santiago de Compostela, que se traduzem em Igrejas, bares com tapas e espanhóis falando galego – uma mistura de castelhano com português que até soa engraçada.

No primeiro domingo do mês, o Brasil inteiro votou. Eu não. Aliás, ainda preciso justificar o voto, mas deixo para fazer isso depois do segundo turno que facilita a vida. No dia 4, minha irmã comemorou 21 anos de vida. Eu sempre tenho a impressão que ela tá me alcançando, mas, no fundo, sei que isso é impossível de acontecer. Eu sempre vou ser a irmã velha e ela a jovem hehe

Depois disso, nem vi o mês passar. Só me dei por conta que a vida fluía quando alguém me chamou atenção para a brincadeira da data 10/10/10. Realmente achei um fato digno de marcar. No próximo ano, teremos 11/11/11 e, no seguinte, 12/12/12. Após, só meus filhos e netos passam por uma dessas novamente…

Dia 10 ocorreu o debate da Band para o segundo turno nas eleições para presidente do Brasil. Dilma Rousseff é lamentável. Na primeira pergunta feita pelo mediador, pela me larga essa: “Distribuir renda melhora o problema de todo mundo”. Ela deveria era vender os bens dela e doar o salário. Aliás, se parasse de coagir com roubalheira, já ajudava muito. O PT quer mesmo que todos estejam na mesma classe social, como proletários, os quais apelidam de “classe média”. Uma classe de merda isso sim. Não sei se eles sabem, mas o Brasil ainda é capitalista (e espero que continua assim, senão não volto nem pra visita!). No sistema capitalista, temos uma pirâmide. Alguém tem que estar no topo, alguém na base. Inflar o meio não existe, a não ser que o sistema mude. Como eu já disse, lamentável.

Nas perguntas seguintes, ficou repetindo “eu acho isso” ou “eu acho aquilo” mil vezes. Candidata que acha demais não sabe nada. Aliás, qualquer pessoa que suporta suas crenças em achismos, não é digna de confiança. Quem tem certeza e segue uma linha íntegra, acredita.

Dilma ainda disse que Serra é duas caras. Segundo o que eu sei, e olha que estou longe, quem não decidiu ainda se é contra ou a favor do aborto foi ela. Aliás, ora contra, ora a favor. Ô beleza. Em Portugal, o aborto é legalizado até um certo ponto da gestação. Se quiser fazer, é gratuito. E Portugal é um país católico. O Brasil é laika, ou seja, não tem religião oficial.

Não sei porque Dilma ficou batendo na tecla dos israelenses e árabes sentados na mesma mesa dialogando. Que merda é essa? (com o perdão da palavra). Citou ainda os evangélicos e confundiu católicos com cristãos. Ela é tão mal informada (ou mal assessorada) que não deve saber a diferença de ser cristão, católico, jesuíta, anglicano ou evangélico. Putz!

Pena mesmo é que não vou estar dia 31 capacitada de votar no Serra, pois esqueci de fazer o cadastramento no Consulado Brasileiro, que ocorreu até fevereiro. Paciência. Confio no bom gosto de alguns brasileiros, pois tem gente achando que guerrilheira filhinha de papai vai consertar alguma coisa. Eu acredito que ela vai só piorar o trabalho que Lula fez. Seria até bom ter uma mulher presidente do Brasil, mas acho que ela ainda não nasceu.

Dei uma entrevista sobre as eleições no Brasil em Portugal para um dos maiores (se não o maior) site de notícias português, o Sapo. Se alguém quiser ouvir minha ideia sobre quem deve ser o presidente – se bem que já deve estar um tanto claro isso -, checa a reportagem “Rostos do Brasil” através do link http://noticias.sapo.pt/especial/rostos_do_brasil/.

Enfim, o mês de outubro continua até dia 31, quando se decidem os próximo quatro anos do Brasil. Melhor dizendo, quando se decide se vale a pena ou não voltar para a terrinha.

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