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Delinquent Gourmet

Certo dia, em setembro de 2010, acesso o Facebook e lá está uma mensagem muito estranha:

“Hello Fernanda, my name is Amelia and your friend Kelly suggested I contact you. I’m coming to Porto with a Canadian Television Food program and we’re looking to find a few things to film”.

Enfim, fui contratada, via Facebook, para fazer a produção de um programa de televisão canadense. No começo, até confesso, que pensei que era caô. Depois, as ligações e e-mails trocados com a Amelia se intensificaram tanto que não fazia sentido alguém perder tempo com uma mentira qualquer.

A equipe chegou ao Porto em agosto, se bem recordo. Eu deixei todas as locações e eventos produzidos com antecedência. Foi uma experiência sensacional! Além de praticar meu inglês, trabalhei na minha área para uma empresa canadense, com um diretor que faz documentários para a BBC e um apresentador que é super famoso no Canadá e Estados Unidos. Bom, e conheci também a Amelia, que é uma fofa e com quem mantenho contato até hoje.

Eu ainda não vi de tudo nessa vida e provavelmente eu morra sem ver. Mas contratação via Facebook é algo doido demais sô (como diria Dentinho, o mineirinho que vivia comigo na República SC+1).

Em breve, finalmente receberei a cópia do programa que foi ao ar no Canadá, EUA e Inglaterra. Eu gravei umas cenas atuando numa paragem de autocarro, mas não sei se foram incluídas na edição final. Daí ia ser chic demais mesmo lol

Eu e o Rodney, apresentador do Delinquent Gourmet

Eu em meu momento atriz

Eu, Amelia e o time de futebol convidado para comer uma Francesinha no programa

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Youtube engraçadinho

A gente aprende tanta coisa longe de casa. Quando os amigos tornam-se família, é comum trocar o Jornal Nacional pelo Youtube na hora da janta. Tudo bem que nossa tv não era lá essas coisas e só pegava canais abertos. Tv paga vira luxo longe de casa. Youtube é uma das mais importantes invenções do século XXI 🙂

Meus professores na arte de descobrir vídeos, digamos, “engraçadinhos” foram meus ex-companheiros de casa, Igor Dentinho e Felipe. Pelo que eu sei, parece que o Vini, amigo do Felipe que mora em Aveiro, tem um dedo nessas indicações.

Jizz in my pants é o meu preferido. Convenhamos, tem sua graça. Aliás, os carinhas que o protagonizam tem dezenas de outros vídeos no mesmo estilo. Vale a pena também ver a versão feminina “Puke in my Mouth”.

Eu até diria que Doctor Dick é uma das músicas mais bagaceiras que já ouvi na vida. Pior que funk carioca até. Mas, a maletinha azul saltitante é o máximo. Fora que o ritmo é muito fixe!

Muitos de meus jantares foram embalados por “Wrong Hole”. A historinha é bacana, apesar do tema um tanto quanto – não sei bem a palavra – da música…

E tem horas que o nível baixou de fato. “Show me your genitals” é exemplo claro disso. Inclusive, o vídeo abaixo é legendado, para aqueles que tiveram dificuldades de entender os anteriores e não pegaram o norte desse post. Só uma palavra para isso: Machismo! – mas a dancinha é divertida… Sempre dizem que toda a experiência é válida. Por isso eu sempre irei dizer que morar com meninos foi um bom período de observação do funcionamento da mente masculina e da relação desta com os atos executados pelos indivíduos do sexo oposto.

Para finalizar, abra a janela de Get on my Horse e não feche por pelos próximos dez minutos. As músicas são uma porcaria, mas o ritmo é sempre contagiante 🙂

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Receita

Receita é uma bebida desenvolvida por estudantes portugueses – ou algum nicho social com fundos financeiros limitados para momento de lazer. Por conter ingredientes baratos, uma boa quantidade de álcool e misturar açúcar na composição, torna-se uma boa pedida para um pré-festa universitária, por exemplo. Aliás, o nome é esse mesmo: Receita!

Receita da receita:

Vinho branco ou tinto, cerveja, açúcar e 7UP.

A quantidade fica a gosto do fabricante. Diga-se de passagem, ela não é vendida embalada em nenhum estabelecimento. Os barzinhos do Porto que a vendem fazem “a la tradicional” mesmo: Garrafão de água de 5 litros, com tudo misturado. Aliás, ainda existe uma técnica para a mistura: Basta fechar a tampa de rosca e sacodir à vontade!

Quando feita com vinho tinto, lembra Sangría, provavelmente a prima espanhola da Receita. Se feita com vinho branco – essa é a que prefiro – remete ao Clericot. A diferença é que a doçura fica por conta das frutas nas parentes mais sofisticadas, enquanto a Receita apela ao bom, velho e barato pacotão de açúcar.

Sangría, parente espanhola da Receita portuguesa 🙂

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Bucho cheio!

Ao fuxicar as pastas de fotografia em meu computador, começo a recordar como foi que os quilos extras surgiram. Não que eles tenham criados gorduras que antes não existiram. Apesar disso, confirmo com toda a certeza, que a banha consumida incrementou a que já existia.

Juro que nem toquei nisso!

O problema são as gosturas com as quais se esbarram. Portugal não é só bacalhau. Tem doces super adocicados, feitos com muita gema de ovo. Portugal não é só vinho. Aqui tem muita comida com molho picante, daquele que te força tomar um litro de água durante a refeição, a fim de inchar o bucho e ajudar no equilíbrio osmótico. A famosa Francesinha, especialidade do Porto, ou as espetadas, são exemplos disso.

O tal do bacalhau de Portugal

Aliás, o problema não é Portugal. Em cada canto da Europa pelo qual passei, descobri comidas que sequer sabia da existência. Vivi com alemãs, que me introduziram especiarias e temperos dos quais até hoje não entendi a finalidade real – mas são boas demais! Depois fui passando pela mão de tchecos, poloneses e brasileiros dos quatro cantos do Brasil, que me apresentaram especialidades locais. Comecei a aceitar comidas que repugnava anteriormente, exemplo disso são alguns laticínios que já tolero.

Macarrão com aspargos e natas! Aprendi com a Clara, alemão que morava comigo.

Comida da Maren: Salada de massa com tomates secos, cuscuz e pão italiano 🙂

Eu simplesmente não consigo parar de comer! Creio que eu seja a única pessoa do mundo capaz de engordar oito quilos em um mochilão de 40 dias. Lógico que não fiquei a base de atum-pão-água. Talvez tenha sido essa a minha grande falha. Mas posso dizer que senti dos mais diversos gostos, odores e texturas; provei bebidas que ora fazem bem, ora causam o mal; mastiguei e engoli sem pensar na pochete, seja aquela na qual guardei o dinheiro ou a outra onde a banha fica depositada em volta do umbigo.

Queijo quente, batata frita e muito óleo. Normal na Eslováquia!

Pierogi de carne. Especialidade polonesa!

Pierogi de morango. Morri!

A MELHOR COMIDA QUE COMI NA VIDA FOI NA CRACÓVIA, POLÔNIA!

Um dos prazeres da vida é comer. Deve ser mesmo. Apesar disso, creio que eu seria uma das primeiras pessoas a aderir a pílulas de alimentação, caso elas fossem difundidas no mercado. Bom mesmo é comer sem culpa, e essa é uma das gostosuras da Europa. Tudo bem que aqui tem moças altas, esbeltas e que esbanjam elegância. Porém, uma gordurinha a mais não é de forma alguma discriminada tanto quanto no Brasil.

Fernanda gordinha! Dos 49 aos 62 em sete meses! (Agora já emagreci de novo, tá?)

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Páscoa nublada

“Tu nunca vistes granizo?”, disse Maren ao ver minha cara de espanto por causa das pedrinhas que caíram de repente do céu. Eu até tinha visto granizo antes, uma ou duas vezes lá em Porto Alegre. Mas na sexta-feira de ramos foi diferente. O céu estava escuro, com nuvens enormes. A chuva era fina, como sempre aqui no Porto. De repente, cai uma tromba d’água e, logo em seguida, as tais pedrinhas de gelo. Foi rápido. Em questão de dez segundos, elas haviam sumido. Foi tempo suficiente para decretar o começo de uma páscoa nublada.

Uma hora depois, eu estava sozinha em casa. A flatmate brasileira viajou no início da semana. As duas alemãs se mandaram para Tomar – no centro do país – na sexta. Decidi passar o dia na cozinha, preparando um super jantar de boas-vindas para os amigos que voltariam da Espanha mais tarde.

Como sempre, o tempero foi insuficiente. Apesar disso, o bolo de abacaxi ficou uma delícia!

Lasanha para dias em que não se pode comer carne

– Colocar massa para lasanha em uma panela com bastante água e sal.

– Ferver aos poucos, por cerca de 6 minutos. Mexer para não colarem.

– Cozir legumes. Sugestão: couve-flor, brócolis, cenoura, batata, cogumelos, beringela e etc.

– Montar em uma forma alternando o molho branco, recheio e queijo.

– Gratinar no forno por cerca de 15 minutos

Não lembrei de fotografar o resultado, mas garanto que ficou bom. Rendeu até “requentamento” no sábado. A receita do molho branco foi minha amiga Alice quem passou. Aliás, ela é uma daquelas portuguesas que manja tudo de cozinha e sabe fazer comida como ninguém!

Molho branco da Alice

– 1/2 de leite
– 4 colheres de sopa de farinha
– 2 colheres de sopa de manteiga

– Deixar a manteiga derreter na panela e adicionar a farinha. Mexer e, em seguida, acrescentar o leite quente e uma colher pequena de sal. Mexer em fogo baixo até engrossar.

O domingo de páscoa foi um tédio. Abri a caixa de Ferrero Rocher que ganhei da Ann Sophie no começo do mês e comi umas amêndoas coloridas. A noite, jantei na casa duma amiga para ver se o dia ficava um pouco mais colorido. Apesar disso, o tempo feio permanece até hoje, segunda-feira, último dia do feriadão de Páscoa português.

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