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Os cabazes de Natal do Pingo Doce

O Pingo Doce decidiu seguir a onda dos cabazes e criou kits especiais de Natal. São três opções que custam 15 euros cada. €15 euros equivalem a cerca de 35 reais. Todos os kits incluem bacalhau, tradição comum na mesa portuguesa no Natal.

Aqui no Brasil, comemos chester ou peru. Em Portugal, creio que o prato principal é quase sempre oriundo do mar: Lula, bacalhau, outros tipos de peixes, polvo, entre outros. Acho isso um bocado engraçado, pois peixe me parece uma comida “mais tropical” do que frango. O mais natural seria invertermos nosso cardápio com o português!

Além do bacalhau, os cabaz 1 inclui vinho, azeite, Bolo Rei e chocolate. (Eu não gosto de Bolo Rei, pois frutas cristalizadas não me apetecem, mas recomendo às pessoas que o provem, pois faz parte da tradição de Natal portuguesa). No segundo cabaz, são duas garrafas de vinho, duas garrafas de azeite e chocolate. (Esse é o cabaz que eu compraria!). O outro é composto de vinho, azeite, duas barras de chocolate e uma Coca-Cola 2 litros (aliás, acabo de descobrir que a Coca-Cola 2 litros custa €1,49 em Portugal!!!).

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Quem quiser outras informações sobre os cabazes de Natal do Pingo Doce, clica aqui!

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O Brasileirissimo de Aguinaldo Silva

Há cerca de um mês, li num desses sites de fofocas alguns spoilers sobre a atual novela das nove da Rede Globo, Fina Estampa. Enquanto os portugueses estão ainda a assistir Insensato Coração (o Léo morre no final HÁ!), por cá nos divertimos (?) com as crueldades (!) de Tereza Cristina.

Christiane Torloni interpreta a vilã da trama. Ela é casada com um cozinheiro chamado René, que trabalha em seu restaurante, o Le Velmont. Essa semana era irá demiti-lo (sim, ela vai demitir o marido do próprio restaurante porque ela é a ryca!). Enfim, segundo o que li no tal site de fofoca, René vai abrir seu próprio restaurante, que supostamente irá se chamar Brasileirissimo.

E esse restaurante existe de verdade! Fica em Lisboa, serve petiscos brasileiros, tem cerveja de cá e cachaça. E adivinha quem é proprietário!? Sr. Aguinaldo Silva, o autor da novela Fina Estampa.

Cerveja brasileira

Aguinaldo Silva, o proprietário do Brasileirissimo

Eu bem que desconfiava que ele tinha um pezinho do lado de lá. Pensa bem: A outra personagem principal dessa novela chama-se Griselda (interpretada por Lília Cabral) e é imigrante portuguesa. O ator Paulo Rocha (que é lisboeta) interpreta Guaracy, um portuga dono de tasca (conforme já postado aqui). Fora que esses dias ainda vi na tv que uma das oito casas do Aguinaldo Silva fica em Lisboa. Aliás, acho que ele deu uma entrevista para alguém diretamente de lá, ou seja, suponho que alguns capítulos de Fina Estampa sejam literalmente importados da terrinha 😛

A conexão Brasil-Portugal em novelas brasileiras parece estar se fortalecendo cada vez mais. Primeiro importam Ricardo Pereira e o ensinam a falar brasileiro. Lembro ainda que estava em Portugal quando gravaram cenas da novela Viver a Vida em Lisboa. Em outra novela havia um núcleo de tugas. Agora, em Fina Estampa, a personagem principal é portuguesa, há um português de verdade (atuando com o sotaque que eu a-do-ro e tudo!) e o restaurante do autor ainda vai entrar na trama (mega publicidade, hein Aguinaldo!?). Não esquecendo também da nova sede da Rede Globo em Lisboa.

Vamos dominar a terrinha lol (ou a terrinha quer nos dominar novamente?)

Obs.: Espero que observem que o post foi baseado num spoiler, ou seja, pode ser que não se confirme. No entanto, na mesma fica a dica do restaurante e a informação de que Aguinaldo Silva é o dono.

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O preço da comida portuguesa

Uma das dúvidas mais frequentes daqueles que estão indo viver ou turistar em Portugal é o preço da alimentação. Comer em restaurante é caro? Vale mais a pena fazer comida em casa ou almoçar nas residências universitárias? A comida deles é igual a brasileira ou muito diferente? Quanto custa 1kg de arroz?

Como diria Jack Estripador: Vamos por partes!

1) Há restaurantes para todos os gostos e bolsos. Dá para pagar 5 euros por entrada + sopa + prato principal + bebida no centro do Porto (e na capital Lisboa deve existir opções pelo mesmo valor). Uma das dicas é comer no O Perfume. A comida é ótima, o preço é justo (5 euritos) e ainda dá para almoçar com o rio Douro a janela 🙂

Se a intenção é comer num lugar mais chic, típico e menos dia-a-dia, sugiro o Tromba Rija. Foi eleito o melhor restaurante de Portugal várias vezes. Além disso, os turistas que se destinam ao norte de Portugal não devem deixar de provar as Francesinhas. Recomendo o Capa Negra, no Porto.

2) Uma possibilidade para os estudantes são as cantinas universitárias. Sopa, pão, prato, bebida e sobremesa por 2,15 euros (cantinas da Universidade do Porto). Além de unir a praticidade ao baixo custo, a comida é bem boa (e pode-se checar o cardápio da semana pela internet antes de encarar).

Para quem está na correria de estudos e não quer perder tempo indo ao supermercado, pilotando fogão e depois lavando louças, é prático e vale a pena comer nas cantinas. Por cerca de 40 euros mensais, pode-se almoçar 5 dias por semana na universidade. Depois, ao jantar, come-se qualquer coisa (sanduíche, pizza congelada ou lasanha que saem bem em conta também). E como final de semana é dia de comer uma coisinha um pouco melhor, os estudantes leitores desse blog podem buscar explorar a culinária portuguesa em um restaurante baratinho (“as tascas”).

3) A comida portuguesa é um pouco diferente da brasileira sim. Os portugueses comem mais peixe e MUITO mais carne de porco. A carne de vaca não é muito popular (e é um pouco mais cara que as demais). Outra coisa que não falta são frangos: Sempre muito temperados com piri-piri (pimenta!). A maioria dos pratos típicos portugueses contam uma História: A alheira (enchido português), a Francesinha e as tripas à moda do Porto são exemplos disso.

Não é costume comer feijão diariamente, mas quem quiser encontra facilmente nas prateleiras do supermercado (seja o saco de grãos ou o enlatado). Na casa das famílias portuguesas, a sopa é sempre presente antes das refeições, seja almoço ou jantar, no inverno e verão. Ao meu ver, os portugueses comem muito mais vegetais e verduras do que os brasileiros, e beeeem menos gordura. Batata-frita é algo que nunca se vai encontrar como refeição em Portugal (isso come-se no Mc Donalds!).

4) A comida no supermercado parece-me mais barata lá (Portugal) do que cá (Brasil). Eu já disse isso inúmeras vezes por aqui, mas, enfim: Volto a repetir! Eu gastava cerca de 25 euros semanais em compras no mercado. Para um estudante viver no Porto, o custo aproximado da alimentação mensal são 150 euros:

€ 25 / semana no supermercado = € 100
+ € 40 / mês na cantina da universidade = € 140

É claro que às vezes acaba-se gastando um pouco a mais, da mesma forma que é possível gastar bem menos do que isso. Creio que € 150 serve como valor médio para ilustrar a despesa mensal com alimentação em Portugal. Importante ainda destacar que esse valor pode modificar um pouco dependendo da cidade onde se vive, mas nada tão diferente assim.

Pedi a um amigo, o Felipe, que fotografasse alguns produtos a venda no Pingo Doce. O Felipe vive em Aveiro.

Pão de forma, leite, salgadinho de batata-frita e macarrão

O pão de forma custa € 0,85, um litro de leite por € 0,49, salgadinho de batata-frita (ideal para os momentos “não-quero-cozinhar-e-vou-comer-qualquer-lixo”) sai por € 0,49 também, enquanto o pacote de macarrão (tipo parafuso) custa € 0,65. O espaguete sai por € 0,39. Geralmente, estudantes costumam comprar produtos da marca do supermercado. É mais barato e a qualidade parece ser a mesma. Eu sempre fui fã dos produtos Pingo Doce e recomendo.

Pizza resfriada, yogurt, arroz e sangria

Famosos entre estudantes & mochileiros, congelados na Europa são baratinhos. A pizza resfriada custa € 1,99 (a congelada sai pelo mesmo preço e tem em diversos sabores). O potinho de yogurt é € 0,22 e o quilo do arroz custa € 0,74. Em Portugal existem alguns tipos de arroz branco. Eu nunca consegui cozinhar direito com tipo Agulha, um dos mais comuns na Europa. Ficava sempre todo colado, estilo “juntos venceremos” hehe. Aconselho o arroz Vaporizado, é o mais fácil para cozinhar. Não tem mistério! Recomendo ainda que nunca compre o arroz Carolino: Pode até ser o mais barato, mas é o pior de todos!

Para completar a pequena amostra da cesta-básica-do-estudante-em-Portugal, o Felipe fotografou ainda os garrafões de Sangria. Por € 1,49 compra-se 1,5 litros da bebida mais famosa de Portugal 🙂

E já que tocamos no assunto, vale ainda destacar aqui o preço do pack com 24 mini Super Bock (a cerveja mais famosa da terrinha!). Apenas € 10,99!

As minis da Super Bock são tããão bonitinhas

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Os cabazes do Pingo Doce

Descobri duas coisas interessantes, muito embora a segunda informação seja mais relevante (e surpreendente?) que a primeira:

1) O Pingo Doce tem página no Facebook! (clica aqui)

2) O Pingo Doce inventou uma nova maneira de vender seus produtos: Os cabazes (ou melhor, uma espécie de “cesta básica” em bom brasileiro!)

E tem cabaz de tudo quanto é coisa. O preço é sempre o mesmo: 10 euritos. O objetivo parece ser vender o kit pronto com economia para o consumidor (e para o Pingo Doce também né, pois devem estar pagando menos por aqueles produtos através de acordos com fornecedores).

Enfim, achei a ideia bacana e é uma pena que isso não existisse na época em que eu ainda estava pelas terras lusitanas.

Novos cabazes surgem a cada período de tempo (não sei ao certo a frequência), ou seja, nem sempre é o mesmo que você encontra disponível nas lojas. Acho que a ideia casou bem com a tal da crise que os portugueses reclamam que aderiram ao euro. Perdi a conta das vezes que escutei falarem que “no tempo dos escudos é que era bom”.

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O (falso) glamour da vida de intercambista

É, amigo. Vida de intercambista não é fácil.

Você precisa aprender a dividir sua casa com os outros. Você compratilha banheiro com gente, até então, desconhecida. Você lava roupa junto, pega coisas emprestadas e divide sua comida. Alguns vão subir de tênis no sofá, não recolher os cabelos do ralo do banheiro e deixar louça suja acumular. Mas, mesmo assim, vão continuar sendo seus melhores amigos na saúde ou na doença, na alegria e na tristeza, até que o final do semestre os separe.

Confesso que quando cheguei ao Porto, em fevereiro de 2009 (nossa, tô ficando passadinha!), eu mal sabia lavar roupa. Não entendia como funcionava aquele compartimento do sabão em pó e por que havia tantas opções de lavagem. Afinal, quanto sabão em pó eu coloco na máquina? Qual a quantidade de roupa que cabe numa vez só? Separa por cor, por “nível de delicadeza” ou por tamanho? (Tá, exagerei um pouco nesse negócio de “por tamanho”). Enfim, hoje sou uma pessoa orgulhosa de mim mesma! Eu sei lavar, passar e cozinhar. Sou A dona de casa! (Muito embora não goste muito das tarefas domésticas, minha mãe sempre disse que para mandar tem que saber fazer!).

Minha primeira residência foi junto a duas alemãs: Uma de Hannover e outra de Leipzig. Eu logo percebi quem era do leste e qual delas vinha do oeste. Preciso dizer que foi uma experiência incrível? Elas queriam aprender a falar português, e eu queria praticar meu alemão. (Como se diz em Porto Alegre: FECHOU TODAS!). A casa foi apelidada carinhosamente de Große Schule.

A minha “mãe” Maren me ensinou a lavar roupa na máquina e a cozinhar comida vegetariana (yummy yummy!). A Clara sempre reclamava da maneira como eu limpava o banheiro e dizia que eu deixava meus cabelos no ralo. (Elas eram loiras, e eu sou morena… daí não tinha desculpa do tipo “não é meu”!). Eu também tinha minhas reclamações: Elas lavavam as pranchas de surfe na banheira, metiam música alta às 2 da matina, deixavam lixo e louça acumular. Pois, nada irremediável, mas às vezes incomodava.

Todo bônus tem um ônus. No pain, no gain. Isso é faCto. Hoje olho pra trás e vejo que aquelas duas alemãs (que eu ainda espero reencontrar algum dia) mudaram minha vida. A palavra principal no meio de tudo isso é tolerância. E eu tolero tudo – só não tolero gente pulando em cima da minha cama de tênis…

Eu vejo as casas de estudantes (ou, como dizem por aí, as “repúblicas”) como verdadeiros universos paralelos. Há regras próprias em cada uma delas, assim como na nossa sociedade. Tem casa que pode fumar dentro, há outras que cigarro nem pensar. Tem gente que assume o espírito “party everyday”, há outros que querem (e precisam!) realmente estudar MUITO. Tem gente que nunca limpa a geladeira, nunca lava a louça, entra com tênis em casa e joga o papel higiênico do número 2 no lixo (o correto na Europa é jogar na sanita, ok?). Assim como há casas em que existem planilhas que ditam a ordem da limpeza do banheiro, quem passa vassoura na sala em cada semana e quando o lixo deve descer.

Cada um se adapta ou sobrevive como pode.

Depois das alemãs, morei num apê com mais 5 pessoas, dividindo o quarto com outras 2 meninas. Mudei novamente para um apartamento mais afastado do centro morando com meu namorado e duas amigas. Daí, fui viver só eu e ele no centro. Por fim, acabei fazendo mais mudanças (quando meu namo foi viver no Chile) e fui ser companhia para um grande amigo, o André. Nessa época, eu costumava dormir de vez em quando no hostel que eu trabalhava. Lá era punk: Se você não cuidar da sua comida, comem hehe

Lasanha do Pingo Doce de 1,99 euro. É MINHA, SÓ MINHA!

Tem Guaraná em Portugal sim. Mas esse é MEU, SÓ MEU!

É, amigo, animal domesticado não sobrevive na selva se não ficar esperto.

Mas relaxa e fica tranquilo. Sempre tem alguém que sabe coisas que você não sabe e vai te ensinar com a maior paciência. Do mesmo jeito, você logo entende que sabe mais sobre algo e pode também passar o conhecimento adiante. Ninguém precisa mudar, só se adaptar. Esse é o segredo 🙂

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One Second in Every Country!

Mesmo fixe os vídeos abaixo. Não tenho a certeza, mas acho que consegui reconhecer Portugal ali no meio (será mesmo?).

Os caras viajaram o mundo e fizeram três vídeos de um minuto cada. Devem ter planejado um bocado antes de sair fotografando e filmando qualquer coisa (tipo japonês faz quando turista…). Vale a pena gastar 3 minutinhos 🙂

MOVE from Rick Mereki on Vimeo.

LEARN from Rick Mereki on Vimeo.

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Um Porto de curiosidades

Infomações úteis para os de primeira viagem e, talvez, um pouco de curiosidade óbvia para aqueles que já conhecem a cidade de cabo a rabo. De qualquer forma, sempre vale a pena aprender, assim como sempre vale a pena relembrar.

Em Portugal, ônibus chama-se autocarro. Em todas as paragens, há placas informando o nome, a zona e os autocarro que ali passam. Os de faixa azul circulam de dia. Os noturnos estão identificados com a faixinha preta. Todas as paragens ainda contam com placas que informam o horário das diferentes linhas nos diferentes períodos do ano.

Paragem Sá e Melo, na zona C5

Horários da linha 600

Você bebe? Bom, se gosta de cerveja, certamente irá virar dã da Super Bock. Eles estão em todos os lugares! No Porto, pede-se um fino (equivalente ao chope). Em Lisboa, uma imperial. Para os econômicos, uma mini basta. Geralmente custa 50 cêntimos lol

Tarde de verão no Hard Club + Superbock lol

Você gosta de salada? Então DEVE conhecer o Vitaminas. Um dia, talvez eu abra uma franquia deles no Brasil. A salada é excelente e tem opções a partir de 4 euros e tal. Eu sempre como uma de 6 e pouco que tem suco no combo. EspetacularEEE!

Tem Vitaminas nos principais shoppings da cidade

Quase ninguém sabe e poucos notam, mas uma das casas mais estreitas do mundo fica entre as duas igrejas do centro da cidade do Porto. Sim, tem uma casa ali no meio, e alguém me disse que o morador é um padre.

Tem até uma gradezinha antes da porta. Chic demais essa casa!

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