Category Archives: Mundo

70 dias de Alemanha

Estou há tempos sem passar por aqui, mas de vez em quando é bom vir tirar o pó que se acumula, limpar os fenos e ver se a casa está em ordem. E, dessa vez, trago boas novas! Não, não voltarei a viver a Vida Portuguesa, no entanto, vou participar de um programa alemão para jornalistas e viver cerca de 70 dias em Berlin. Para isso, criei um novo blog (e espero que quem gosta de me ler, dê uma passadinha por lá!). De qualquer forma, nos primeiros três dias de viagem, vou dar uma passadinha em Portugal. E, é óbvio, vou para o Porto rever minha terrinha do coração.

O endereço do blog 70 dias de Alemanha é: www.70diasdealemanha.wordpress.com

Espero encontrá-los por lá 🙂

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Filed under Europa, Mundo

(pausa para reflexão)

‎”Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!”

(Fernando Pessoa)

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Portugueses pelo Mundo

Para aqueles que não sabem, eu não namoro um português. O nome dele é Filipe, ele tem um sotaque mais-do-que-fofo (eu gosto, tá?) e é um dos sócios do Vendder, apoiador desse blog 🙂

De novembro de 2010 a abril de 2011, ele e seu sócio Tiago estavam a viver em Santiago do Chile, participando de um projeto chamado Start-Up Chile. Eu estive lá durante algumas semanas para ajudar no negócio. Aliás, o Tiago ficou por lá mesmo depois do término do projeto, não retornando a Portugal (acho que ele também gostou das mulheres latinas hehe).

Por conta da mudança para o Chile, o Filipe e o Tiago foram convidados pela RTP a participar do programa de tv “Portugueses pelo Mundo”. (Chic demais!).

O episódio foi ao ar na semana passada e já está na íntegra no Youtube. Posto aqui a parte 2 do programa (que é onde meu namorado aparece a partir do minuto 10:45). Olha aí!

Para aqueles que quiserem ver o programa na íntegra, joga no Youtube que tem as três partes lá 🙂

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A diferença entre crescimento e evolução

Matéria de capa do G1 em 01/09/2011

A crise rende mesmo notícia. E a moral da história é sempre a mesma: Voltem pro Brasil, brasileiros (porque isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais!). Olha, confesso que pensei que estava melhor antes de retornar. (Isso não é uma reclamação, é constatação).

Eu estudei desenvolvimento urbano na Universidade. Quando uma sociedade atinge certo ponto de desenvolvimento, não são mais necessários certos serviços menores. Explico-me: Cobrador em ônibus, fiscal de trânsito, pessoa para cobrar o pedágio, garçons, carregadores de mala, faxineiras, ajudante de banco, varredores de rua e etc. Enfim, uma infinidade de pequenos trabalhos acabam por ser resolvidos pelas próprias pessoas, a partir da evolução da tecnologia e do pensamento: Made yourself e self service são palavras de ordem (bem como ‘cuide do seu nariz!’).

É por isso que a crise tem sido sentida tão fortemente pelos brasucas que estão no exterior. Não vejo nenhum empresário reclamando. Alguém viu?

Tudo bem, tudo bem. Há empresas que estão com os negócios indo mal, mas acho que isso é geral né? Não é só from Europe esse papo…

Trata-se de um movimento da sociedade europeia. Um passo (ou crise?) grande para uma evolução maior. Quando você não consegue produzir tanta riqueza de modo a distribuí-la de forma justa entre sua sociedade, você faz o que? Dificulta a vida dos estrangeiros. Cara, é nacionalismo puro! E eles estão certos.

Se um italiano quer ir a um restaurante no final de semana, prefere ir no restaurante cujo dono é italiano. Se uma família portuguesa precisa de uma faxineira, prefere contratar uma senhora portuguesa. Se você precisa escolher entre produtos nacionais e importados, você colabora com os impostos nacionais. Essa é a lógica, não?

Particularmente, eu sou completamente a favor de imigração. Acho que um país precisa “importar” pessoas quando está a crescer. Bem, mas esse não é o caso da Europa e dos Estados Unidos no momento… esse é o caso do BRIC!

Eu não fico assustada quando dizem que a Alemanha quase não cresceu no primeiro semestre de 2011. O que? A Alemanha? Um dos três países mais top top do mundo (junto com Japão e EUA)? Pois, o processo por lá já não se trata de crescimento, e sim evolução.

* Para ler a matéria completa do G1, clica aqui.

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Ode aos Loucos

Também chamados de desajustados, rebeldes e criadores de caso.
Aqueles que vêem coisas de uma forma diferente.
Que não gostam de muitas regras e que não respeitam o status quo.

Você pode elogiá-los, discordar ou duvidar deles. Endeusá-los ou difamá-los.
A única coisa que não pode fazer é ignorá-los, pois eles provocam mudanças.
Eles inventam, imaginam, resolvem, exploram, criam e inspiram.
Eles obrigam a raça humana a evoluir.

Talvez, eles tenham que ser loucos. Que outra forma?
Como alguém poderia enxergar uma obra de arte em uma tela vazia?
Ou sentar em silêncio e imaginar uma música que nunca foi escrita.
Ou olhar a lua e imaginar uma estação espacial.

Alguns podem vê-los como loucos.
Prefiro chamá-los de empreendedores,
pois as pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo,
são justamente as que o fazem.

Aos outros restará apenas a opção de admirá-los ou difamá-los.

(autor desconhecido)

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O Plano “A”

Desde sempre escuto Planos Bês. “Se tudo der errado, viro puta” não é o meu preferido, mas é super popular. Há alguns que optam por se tornar hippies, ciganos ou camelôs, enquanto outros acham que comprar um trailer é um escape. O Plano “B” é aquela medida desesperada que tomamos após a falha do Plano “A”.

Mas por que o Plano “A” das pessoas é sempre o mesmo? Concluir os estudos, arrumar um bom trabalho, comprar um carro, conhecer uma namorada legal, juntar uma grana, dar entrada num apartamento, casar e ser feliz para sempre está na agenda de grande parte da população brasileira. Depois de casar, uns optam por comprar um labrador (pode ser outra raça de cão também, ok?), outros querem “aproveitar a vida” antes de ter filhos (e daí eu me questiono sobre o significado desse “aproveitar a vida”) e alguns partem logo para a constituição da família (a plenitude da felicidade?).

Eu não sei até que ponto esse Plano “A” pré-fabricado é a fórmula do mundo perfeito.

Me questiono constantemente o porquê do Plano “B” não ser a primeira opção? Não estou dizendo que devamos todos nos tornar hippies e putas, ou então abrir uma tendinha de camelô dentro de um trailer. Mas por que não tentamos alguma coisa diferente e, se fracassarmos, a gente segue o caminho que todo mundo chama de ideal?

Podemos tentar abrir nosso próprio negócio, como o Mark Zuckerberg fez. (Tá, tudo bem, podemos tentar construir algo menos pretensioso do que o Facebook… ou não!). Imagine trabalhar um mês em cada cidade, viajar pra car$%&*#, conhecer inúmeros países e pessoas? Dá pra fazer, se você abrir mão do plano de saúde da empresa, esquecer as prestações do apartamento da vida perfeita e viver enviando seu currículo para hostels 🙂 Por que não tentamos ser tão empreendedores quantos os israelenses? Por que não arriscamos na Bolsa? Por que não tocamos o foda-se e investimos no que a gente acredita (e não no que a sociedade espera da gente)?

Morar no exterior faz a gente ver a vida de outro jeito, perceber que há alternativas para tudo, umas mais e outras menos radicais. E eu não estou falando de viagem. Eu estou falando de fixar residência. Só assim para você será capaz de fazer comentários um pouco melhores do que “o metrô daqui é mais limpo” ou “aqui tem metrô”.

Você não precisa fazer sua vida fora do Brasil para viver melhor. Uma das minhas filosofias de vida diz que há duas maneiras de encontrar seu lugar: Uma delas é ficar onde você está. A outra é andar ao redor do mundo inteiro até voltar para o mesmo lugar. E é nisso que eu acredito. E é por isso que eu incentivo o intercâmbio. Quero que cada vez mais pessoas descubram alternativas ao óbvio e construam um mundo melhor. (E isso não é para soar como aquelas frases da traseira de caminhão). Eu acredito que um Plano “A” não pode ser tão simples assim (cara, a nossa vida só acontece uma vez!!), e tenho pena das pessoas que não enxergam no futuro mais do que o financiamento de um imóvel ou um bom plano de aposentadoria.

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One Second in Every Country!

Mesmo fixe os vídeos abaixo. Não tenho a certeza, mas acho que consegui reconhecer Portugal ali no meio (será mesmo?).

Os caras viajaram o mundo e fizeram três vídeos de um minuto cada. Devem ter planejado um bocado antes de sair fotografando e filmando qualquer coisa (tipo japonês faz quando turista…). Vale a pena gastar 3 minutinhos 🙂

MOVE from Rick Mereki on Vimeo.

LEARN from Rick Mereki on Vimeo.

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