A moda agora é emigrar

Há algumas semanas escuto o retumbar em looping de comentários sobre a afirmação do primeiro-ministro português, que estaria a “incentivar” a emigração dos jovens portugueses – especialmente os professores. Como em Portugal não há vagas para os jovens graduados e especializados (que falam diversas línguas, são viajantes e também integram a chamada Geração Y), o governo está incentivando a busca por vagas em outros países da Europa. Só há um problema nisso: me parece que os jovens portugueses têm pouca ou quase nula experiência de trabalho em suas áreas de formação. Nesse ponto, não discuto a responsabilidade dessa falha, mas sim sua consequência.

Um amigo meu (na verdade, um dos melhores amigos do meu namorado, que “por tabela” passei a chamar de amigo) está nessa situação. Namora uma brasileira há anos, e a menina vive cá. Agora que acabou o mestrado em algum curso de Engenharia na FEUP, passou a buscar uma vaga no mercado de trabalho brasileiro. Mais especificamente no Nordeste do Brasil. Disseram a ele que não tem experiência suficiente – aqui até acho que os possíveis empregadores foram bacanas com o menino, pois ele possui ZERO de experiência. O pior é que, provavelmente, não é o único.

Os graduandos portugueses não estagiam durante a faculdade. Isso é absurdo na realidade brasileira, por exemplo. Perguntei uma vez a alguns colegas do curso de Geografia da FLUP o porquê disso. Uns disseram que não há estágios, enquanto outros alegaram que o curso toma-lhes muito tempo. Para mim, isso é um absurdo! Aqui no Brasil (desculpem-me aqui aqueles que não gostam que eu comparece Portugal à colônia), estudantes de Engenharia Mecatrônica, de Artes Cênicas e Jornalismo fazem estágio durante a faculdade. Estágio remunerado, muitas vezes, mas em outras não. Essa é a nossa praxe.

De nada adianta o exterior parecer promissor ao jovem português. Nada lhes garante o sucesso fora de Portugal. E nem é necessário cruzar o oceano Atlântico. Acho difícil para os recém-graduados portugueses arranjarem trabalho fora de seu território. Afinal, onde tentariam a sorte? Na França, que tem fama de ser preconceituosa com imigrantes portugueses? Na Inglaterra, que está entopida de estrangeiros trabalhadores? Nem pensar na vizinha Espanha por razões óbvias. Descarto ainda possibilidades na Irlanda (um amigo português esteve lá no final de 2011 e não conseguiu vaga nem no Mc Donalds!). Itália e Grécia estão também mal das pernas. O leste europeu não vale a pena arriscar. Índia e China pagam mal. Nos Estados Unidos também há crise. Na Austrália, problemas para conseguir visto. Sobraria a Alemanha de Merkel, que é a única nação europeia que parece crescer em meio às turbulências. Mas daí vem a questão inevitável: será que os jovens portugueses sabem falar alemão?

De fato, a melhor alternativa seriam mesmo as ex-colônias. Conhecimentos sobre Angola e Moçambique não tenho muitos, Possuo uma amiga que mora em Moçambique e trabalha numa agência de publicidade, ou seja, sei que algum mercado por lá existe. Sei também que Angola é uma país caríssimo, que remunera bem gente especializada, mas possui uma classe trabalhadora paupérrima.

Por enquanto, quem decidiu “emigrar” foi o Pingo Doce. Jerônimo Martins – “the big boss” – vendeu a participação da sociedade para uma subsidiária na Holanda. Vendeu também os direitos de voto. No outro país, a empresa poderá contar com financiamentos, menores impostos e alguma isenção. Uma falha no modelo União Europeia: os países-membros não deveriam ter impostos diferenciados, incentivos fiscais ou coisas do gênero. Se a moeda é padrão, isso também deveria ser, não?

A manobra de JM vista do viés empresarial parece-me justa. Portugal está em crise, e é melhor tirar o barco do mar antes que a tempestade aumente. Por outro lado, posso compreender também que Jerônimo Martins está a trair o país: “os ratos são os primeiros a abandonar o barco que naufraga”.

E parece-me que a maioria dos portugueses compreendeu a atitude dessa maneira. Tanto que após o anúncio foram criadas diversas comunidades nas redes sociais pedindo o boicote ao supermercado: Boicote ao Pingo Doce e Salário Mínimo Holandês para os Trabalhadores do Pingo Doce (que é de €1,398.60 por mês – pelo menos 2,5 vezes maior que o português!) são as mais populares. Há ainda a comunidade Boicote a quem faz Boicote ao Pingo Doce, na qual o criador alega que “não tem a mínima relação direta ou indireta com Jerônimo Martins”.

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11 comentários

Filed under Portugal

11 responses to “A moda agora é emigrar

  1. Lusitana

    Em Portugal também se fazem estágios durante os cursos ou depois, estando integrados na licenciatura… depende dos cursos das universidades! Não se pode generalizar! E, quanto ao sucesso dos portugueses que estão lá fora, esse é já é um dado adquirido… não tem nada a ver com o país para onde vão ou se falam a língua ou não! Há portugueses espalhados por todo o mundo, em todas as áreas, e muitos deles são casos de sucesso… o português é muito competente, tem qualidades e uma grande capacidade de adaptação! Por isso, não é só nos países que falam português que podem ter sucesso… têm-no em todo o lado!!!

    • Lusitana

      E quero concluir dizendo que não concordo com o que disse Passos Coelho… os portugueses têm de ficar em Portugal, a contribuir para o desenvolvimento do seu país e o Governo tem de fazer tudo para que não seja necessário emigrar!!

    • Manuel

      Sim, séculos e séculos a viajar pelo mundo e era logo agora que a língua se tornaria um obstáculo!!! No way!

  2. Manuel

    Estava a ler os comentários recentes e zás! Cá estou de novo.
    Não há motivos para enfarte nos posts anteriores…mas talvez neste haja…
    Há aí alguma verdade no que toca a questão dos estágios, mas também muito desconhecimento baseado em casos únicos, e que por isso poderão ser singulares.

    “Os graduandos portugueses não estagiam durante a faculdade. Isso é absurdo na realidade brasileira, por exemplo. Perguntei uma vez a alguns colegas do curso de Geografia da FLUP o porquê disso. Uns disseram que não há estágios, enquanto outros alegaram que o curso toma-lhes muito tempo. Para mim, isso é um absurdo! Aqui no Brasil (desculpem-me aqui aqueles que não gostam que eu comparece Portugal à colônia), estudantes de Engenharia Mecatrônica, de Artes Cênicas e Jornalismo fazem estágio durante a faculdade. Estágio remunerado, muitas vezes, mas em outras não. Essa é a nossa praxe.”

    Na maioria das áreas ligadas às humanidades e ciências sociais de facto não me parece que tenha existido o hábito de estágios integrados. Mas nos cursos técnicos (como engenharia e arquitectura) sim. E falo por experiência própria.
    Era comum que o último ou penúltimo ano fosse dedicado a um estágio profissional, tendo que o aluno passar por uma avaliação baseada na ‘performance’ e redigir e apresentar um relatório que atestasse o envolvimento em tarefas reais, que validassem aquela primeira abordagem ao mercado profissional.
    Também conheci quem tivesse trabalhado em empresas na área de formação, em regime de part-time, mas com dificuldades para respeitar prazos e o peso do currículo académico. Não só devido à carga horária, mas à necessidade de presença física nas faculdades – em que nem sempre o estatuto de trabalhador-estudante era devidamente reconhecido.
    De qualquer das formas, a maioria dos licenciados encarava a primeira fase da vida profissional como ‘estágio’, estando muitos dispostos a trabalhar até sem salário – admitido que estava ainda em formação.
    Neste ponto falamos também da falta de vontade dos empregadores e da vontade de apostar em alguém – não se espera que pague inicialmente o salário de um quadro superior com muitos anos de experiência.

    A Fernanda tem de compreender uma coisa: há muito pouco tempo entrou em vigor o Tratado de Bolonha. E como deve saber, este tratado veio condensar e acelerar o processo de formação superior nos estados membros europeus. Basicamente, agora, as universidades são fábricas de formação já que as licenciaturas passaram a 3 anos, seguidas de um mestrado integrado de 2 anos – que poderá ser opcional. Ou seja, na Europa, no espaço de 5 anos é possível sair da Universidade com um grau de mestre. Se pensarmos que em três se formam licenciados…isto quer dizer que há gente com 20-21 anos a entrar no mercado de trabalho. Ou seja…condensar em três anos um ensino que se fazia em 5 e ainda por cima esperar um estágio…

    Outra vez: reafirmo que o problema está também nos empregadores que não querem investir um tusto na formação dos funcionários, mesmo que isso lhe traga retorno. Ninguém quer pensar a médio-longo prazo.

    “De nada adianta o exterior parecer promissor ao jovem português. Nada lhes garante o sucesso fora de Portugal. E nem é necessário cruzar o oceano Atlântico. Acho difícil para os recém-graduados portugueses arranjarem trabalho fora de seu território.”

    Na verdade, sempre foi mais fácil arranjar trabalho no estrangeiro do que em Portugal. Como sabe, existem há já muitos anos um programa europeu chamado Erasmus. E também existe outro chamado Sócrates que se dedica à mobilidade profissional na UE, oferecendo pequenas bolsas de incentivo à mobilidade. Com ou sem bolsa, a maioria das pessoas que experimenta o Erasmus estica para uma experiência profissional no estrangeiro. Uns ficam, outros regressam. Talvez os que regressaram voltem agora a sair. Não falo de exemplos singulares, precisava mais que os dedos das mãos e dos pés para enumerar casos próximos, na verdade, uma verdadeira lista telefónica.

    “Afinal, onde tentariam a sorte? Na França, que tem fama de ser preconceituosa com imigrantes portugueses?”

    Lamento mas isto é uma suposição. Sim, os portugueses emigraram em massa para França nos anos 60, para fugir à ditadura e à miséria: limparam sanitas, varreram ruas, edificaram cidades. A maioria integrou-se e prosperou, e sem dúvida que foram parte essencial na reconstrução económica do pós-guerra. Obviamente terão existido (ou existem) atritos, mas nunca o suficiente para incidentes diplomáticos – os portugueses emigram para trabalhar, não para ‘bagunçar’.
    O Luxemburgo é outro caso de sucesso português. Na verdade o Luxemburgo é 30% português.

    “Na Inglaterra, que está entopida de estrangeiros trabalhadores? Nem pensar na vizinha Espanha por razões óbvias. Descarto ainda possibilidades na Irlanda (um amigo português esteve lá no final de 2011 e não conseguiu vaga nem no Mc Donalds!). Itália e Grécia estão também mal das pernas. O leste europeu não vale a pena arriscar.”

    Errado. A Polónia está em contraciclo, com um crescimento acentuado. E Portugal tem investimentos significativos (Jerónimo Martins) na Polónia. E mais para o lado, a Rússia…bRic!

    “Índia e China pagam mal. Nos Estados Unidos também há crise.”

    Obviamente que os países europeus mais assediados e com problemas mais publicitados de ‘crise’ não são alternativa neste momento. E porque não a Índia? Também é um BRIC, certo?!! E se os brasileiros não se ‘tocarem’ passa-lhes à frente no investimento europeu. Já se fala aqui na Índia para as próximas privatizações.
    Quanto à China:
    Portugal controlou o território de Macau até 1999. À semelhança de Hong-Kong há muito que é um território próspero. Neste ponto do planeta a língua portuguesa não é algo completamente estranho. O intercâmbio sempre foi alimentado e não será completamente estúpido afirmar que Portugal – graças à diplomacia e relações de quase 500 anos – nunca fechou esta porta. Na hora do sufoco o investimento chinês está aí…e deixemos os escrúpulos de lado pois TODA a gente quer um pedacinho da grana chinesa.
    Antes do milagre brasileiro, houve o milagre chinês. Um gigantesco boom de construção atraiu (e ainda atrai) profissionais altamente qualificados. Todas as obras emblemáticas para os Jogos Olímpicos foram projectadas por ocidentais.

    “Na Austrália, problemas para conseguir visto. Sobraria a Alemanha de Merkel, que é a única nação europeia que parece crescer em meio às turbulências. Mas daí vem a questão inevitável: será que os jovens portugueses sabem falar alemão?”

    Se não falam alemão, falam inglês. E entretanto aprendem o alemão. Desde quando os idiomas foram problemas para os portugueses?! Que eu saiba nunca. Não exclua a Suiça e a Escandinávia.
    Sabia que a UE foi também criada para incentivar a mobilidade laboral? Pois foi…há décadas que isso ocorre, mas as migrações fazem óptimos cabeçalhos em época de crise! Vende muitos jornais!

    “De fato, a melhor alternativa seriam mesmo as ex-colônias. Conhecimentos sobre Angola e Moçambique não tenho muitos, Possuo uma amiga que mora em Moçambique e trabalha numa agência de publicidade, ou seja, sei que algum mercado por lá existe. Sei também que Angola é uma país caríssimo, que remunera bem gente especializada, mas possui uma classe trabalhadora paupérrima.”

    Imediatamente a seguir à ‘estabilização da democracia’ angolana, o investimento português aumentou. Há já muita gente em Angola – lá falta tudo. Mas a democracia…bem…é ‘musculada’. Uma classe rica muito rica, os pobres miseráveis. Assimetrias do petróleo e diamantes…há que ter estômago. E muita dessa classe trabalhadora será tão paupérrima quanto a brasileira.
    Curioso que havia uma dívida que lhes foi perdoada, e agora com o dinheiro a rolar, fecharam-se. Mas como existe o peso na consciência do colonizador. Whatever.

    “Por enquanto, quem decidiu “emigrar” foi o Pingo Doce. Jerônimo Martins – “the big boss” – vendeu a participação da sociedade para uma subsidiária na Holanda. Vendeu também os direitos de voto. No outro país, a empresa poderá contar com financiamentos, menores impostos e alguma isenção. Uma falha no modelo União Europeia: os países-membros não deveriam ter impostos diferenciados, incentivos fiscais ou coisas do gênero. Se a moeda é padrão, isso também deveria ser, não?
    A manobra de JM vista do viés empresarial parece-me justa. Portugal está em crise, e é melhor tirar o barco do mar antes que a tempestade aumente. Por outro lado, posso compreender também que Jerônimo Martins está a trair o país: “os ratos são os primeiros a abandonar o barco que naufraga”.
    E parece-me que a maioria dos portugueses compreendeu a atitude dessa maneira. Tanto que após o anúncio foram criadas diversas comunidades nas redes sociais pedindo o boicote ao supermercado: Boicote ao Pingo Doce e Salário Mínimo Holandês para os Trabalhadores do Pingo Doce (que é de €1,398.60 por mês – pelo menos 2,5 vezes maior que o português!) são as mais populares. Há ainda a comunidade Boicote a quem faz Boicote ao Pingo Doce, na qual o criador alega que “não tem a mínima relação direta ou indireta com Jerônimo Martins”.

    Não me apetece comentar isto agora…e vamos aguardar para ver.

  3. Pedro

    Alguns cursos têm estágio, todos os que são ligados a saúde têm e nalguns intitutos politécnicos tambem há estágio integrado. O problema é que a maior parte das universidades portuguesas principalmente as mais prestigiadas têm um ensinamento muito teórico (e dificil já agora, pelo menos na feup não facilitam) que dá muitos conhecimentos ao aluno e pouca experiência. Ora algumas faculdades ainda pensam que estão no século XX em que bastava mostrar o diploma e de certeza que havia sempre uma empresa a querer os seus serviços porque entendia-se que teriam muita qualidade, esse tempo já passou e não há emprego para ninguém ou, pelo menos, e é esse o caso de muita gente, é mal pago. Restam aos portugeses as ex-colónias (geralmente são contratados por empresas portuguesas e depois são mandados para africa, já no Brasil acho que é diferente e não facilitam assim), os países nórdicos e claro a Alemanha.
    Já agora para se fazer parte da Ordem dos Engenheiros é preciso ter estágio.

  4. Afonso

    Até há muito pouco tempo, pelo menos os arquitectos portugueses que frequentavam universidades públicas, eram obrigados a dois estágios. O primeiro denominado ‘académico’ era obrigatório para a conclusão da licenciatura, o segundo denominado ‘profissional’ era obrigatório para a inscrição na Ordem dos Arquitectos.
    Com Bolonha penso que as universidades tenham sido obrigadas a eliminar o primeiro para que os alunos não ficassem em desvantagem face aos alunos provenientes do ensino privado.
    Todas as classes que têm uma Ordem profissional exigem estágio para admitir a inscrição do novo membro – advogados, arquitectos, engenheiros, enfermeiros, economistas, médicos (estes então…).

    Concordo que talvez alguns cursos se tenham fixado num academismo excessivo, mas parece-me que as coisas mudam por exigências globais. Há 10 anos atrás seria impensável a produção de uma tese de doutoramento que não fosse o típico calhamaço cheio de notas de rodapé, mas hoje as universidades já afirmam abertamente que preferem teses práticas que possam extravasar os limites físicos da universidade e servir um público maior: porque afinal já resta pouco espaço nas prateleiras. E os calhamaços acumulam muito pó!

  5. Ricardo

    Boa Manuel respondeu mt bem. Toma lá Brazuka!!!!

  6. Ze

    Boicote ao Pingo Doce?
    Das 20 empresas que estão cotadas no PSI20 apenas 1 está com sede em Portugal as restantes, estão “lá fora”
    dah….
    Wake Up!

  7. Laura

    Pois…muita dor de cotovelo destes brazucas. Quem não os reconhece somos nós e por acaso falo por experiência própria. Tive professores catedráticos que davam aulas nas Faculdades de Direito Brasileiras e Ai JESUS!!!

    • estrela

      Portugal e os portugueses são completamente ignorados aqui no BR, não se fala nem passa nada de Portugal qui quando digo nada é nada mesmo. “muita dor de cotovelo destes brazucas” de onde você tirou isto? Tenho certeza que se houver isto do brasileiros com certeza jamais seria em relação ao PT, um pais de qual nem lembramos. Não sei em relação aí mas aqui realmente Pt não é sequer lembrado, aqui temos noticias da Grécia, da Irlanda dos Eua e outros , mas tugal nada. Nos interessamos por outros povos não por vocês. Ainda bem

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