Fantástico visita escola em Portugal

Ontem foi ao ar no Fantástico a reportagem gravada em Portugal do quadro “Conselho de Classe” do Fantástico. (Eu já tinha anunciado o teaser aqui!). Os professores-personagens da série visitaram a Escola da Ponte que fica em Vila das Aves, freguesia do concelho de Santo Tirso no Distrito do Porto.

Me emocionei com a praxe cantando “Ai se eu te pego” a beira do Douro, em Vila Nova de Gaia. Foi bom rever o metro-mais-lento-do-mundo: Tenho quase certeza que consigo caminhar mais rápido do que o metro do Porto. Fiquei narrando pros meus pais (que assistiram a reportagem comigo) os sítios que apareciam nas filmagens… locais que conheço mais-do-que-bem! Enfim, adoro ver Portugal na tv, em especial o Porto.

Na reportagem só aponto duas falhas:

1) Por que mostram um avião da Gol decolando se todos sabem que quem voa para Portugal é a TAP? Ok, foi só para ilustrar… mas ficou tosco!

2) Legendas para a portuguesinha? Me senti em Portugal assistindo um madeirense ou um açoriano a falar na tv (pois o povo do continente parece não entender o que os irmãos das ilhas falam…). Enfim, meio exagerado né? Acho que dava para entender perfeitamente o que a miúda estava a falar.

No mais achei tudo muito fixe 🙂 Além disso, super válida a comparação do ensino brasileiro com o português. Ok, a Escola da Ponte talvez seja uma modelo quase-utópico, mas é possível, não é? Enfim, sem discutir métodos de ensino, vale a pena uma boa analisada na postura dos alunos.

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7 comentários

Filed under Brasil, Porto, Portugal

7 responses to “Fantástico visita escola em Portugal

  1. Afonso

    Olá Fernanda. O grupo que aparece é uma TUNA e não uma praxe. Uma Tuna – uma espécie de praga universitária do tipo baratas – ‘canta’ basicamente tudo o que possa existir na face deste planeta. Praxe é uma outra coisa, ainda pior do que a tuna.
    Para uma viagem transatlântica esperava mais da reportagem!

    • fernandapugliero

      Sabe, Afonso, tô me sentindo um bocado enferrujada. Pensei em escrever “tuna”, mas daí fiquei a pensar se não é o nome do instrumento apenas. De qualquer forma, para tocar tuna tem que ser da praxe, portanto, posso não ter sido exata mas não errei feio! hehe

  2. Pedro

    Isso da TUNA ser uma praga fica ao critério de cada um, eu sinceramente gosto que haja embora não faça parte de nenhuma.

  3. fernandapugliero

    Eu tb simpatizo com a tuna e a praxe. Pena não termos esse tipo de tradição universitária no Brasil..

    • Afonso

      Para tocar na tuna tem que se passar pela praxe. A tuna é um grupo musical formado por estudantes e não propriamente um estilo musical.
      O pior é que INFELIZMENTE todos os estudantes, de uma forma ou outra, são sujeitos a praxes. Se a praxe fosse algo civilizado ou pelo menos com alguma utilidade…mas não o é. Ainda para mais quando é forçada.
      Humilhação em nome de uma tradição?! A praxe tem de ser voluntária e digna.
      E na praxe não se inclui a restante tradição. Há que saber ver as diferenças. Mas okay, não gosto de tunas mas admito que são inofensivas. 🙂

  4. fernandapugliero

    No meu curso (Lic. em Geografia na FLUP) a praxe é facultativa. Quem não queria participar, não participava. Claro que o pessoal acaba formando grupinhos de praxados e não praxados, mas acho que isso é normal né?

    Eu acho a praxe espetacular! Claro que já vi algumas cenas terríveis (estudantes rastejando semi-nus na lama, estudantes se camisa às quatro da manhã de um inverno terrível e etc), mas creio que existem sim estudantes com bom senso e que não ficam naquela ladainha de “caloiro tem que sofrer o que eu sofri”. Admiro a praxe pela organização, hierarquia e possibilidade de confraternização. Admiro a praxe pelo vínculo e união que cativa nas turmas universitárias. Admiro a praxe por ser uma tradição secular que ainda existe e se mantem. Cara, isso é máximo! Num país como o Brasil quais são as tradições que se mantem intactas? Os subdesenvolvidos acham que desenvolvimento é sinônimo de tecnologia…

  5. Afonso

    A praxe é uma tradição…também as touradas o são e no entanto…mas okay, praxe com conta peso e medida!
    Ainda em relação à tradição – no sentido lato – eu não acho que seja incompatível com o desenvolvimento. São traços de identidade dos povos e não é por se preservarem que se perde o ‘cool’. O interessante é que as duas vertentes caminhem lado a lado!

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