Fim do Mundo

Desde que o Brasil foi escolhido como sede da Copa de 2014 que não se fala de outra coisa: Não temos capacidade para receber o evento. Pelo menos não com a infraestrutura que hoje se tem.

E já que o suposto Fim do Mundo (de acordo com o calendário Maia ou Asteca?!) está marcado para o dia em que completo 26 aninhos (pretendo fazer uma mega festa para celebrar fim-do-mundo + aniversário), 2012 fica conhecido como o ano do grande evento mundial (que acaba de vez com essa coisa toda, inclusive com os registros históricos do acontecimento!). Daí que surgiu a piada cá no Brasil: O Fim do Mundo será cancelado porque não temos estrutura para recebê-lo (talvez o mundo todo acabe e só reste a nós…).

Enfim, hoje me deparo com uma cópia da piada brasuca na versão tuguesa. Agora os portugueses também acham que não têm capacidade para receber eventos tão grandiosos como o fim do mundo. Culpa da crise… é sempre ela!

Cópia da piada que roda o FB dos brasucas desde a escolha da sede da Copa de 2014

11 comentários

Filed under Brasil, Portugal

11 responses to “Fim do Mundo

  1. Manuel

    Hoje, depois de ler o post aqui, dei uma vista de olhos aos jornais online brasileiros. Entre os temas em destaque a greve geral portuguesa e o rebaixamento da classificação pela Fitch…depois arrisquei ler os comentários dos leitores e OMG!!! Para não variar, mal sabem conjugar um verbo e escrever uma frase, mas no entanto conseguem-nos desejar o pior dos males!
    Não sei porque me admiro se até ao ex-Presidente Lula desejam o pior…sinceramente não sei se deva sentir por esta gente pena ou desdém.
    Mas do que vale uma ‘lixeira a céu aberto’? Porque os jornais abrem estas notícias para comentários se dali não se retira nada, apenas um vómito generalizado. Catarse…mas catarse de quê?!
    A conclusão que tiro é que passado este tempo todo há ainda uma questão de identidade e preconceito internos. E depois ainda falas de que nós é que estamos agarrados ao passado (no que toca ao escudo e à própria Amália que já está morta!).🙂
    Gente, dizer barbaridades não é legal.😦
    (mentalmente disse-o com o sotaque ‘New Wave’).

    • fernandapugliero

      Manuel, peque por tudo menos por ingenuidade. Convenhamos: Não são só brasileiros e portugueses que se apegam ao passado e esteriótipos. Todos os povos o fazem.

      Sobre os comentários que lestes nos periódicos onlines brasileiros, não se precipite. Aposto que a audiência de cada matéria publicada é imensa, bem superior ao número de comentários, ou seja, não generalize o que chama de ignorância.

      E sobre o “mal de reclamar de tudo”, reforço mais uma vez: Creio que herdamos isso dos portugueses… Apesar de serem conhecidos pelo sorriso, energia e alegria, os povos latinos sempre me pareceram um bocado pessimistas.

      • Manuel

        Quando me refiro à ignorância, não estou a generalizar: estou-me a focar concretamente em quem escreve aquela merd@!!! Mal seria do Brasil se 190 milhoes se dedicassem àqueles comentários. Longe de mim…e ingénuo eu?!🙂
        Há uns tempos o jornal Público decidiu começar a moderar os comentários – ao princípio soou como um género de censura, mas visto bem, de que servem comentários que apenas pretendem ofender?!
        Aquilo que vejo no O Globo e na Folha é puro lixo, nem sequer se dedicam a comentar sobre o artigo – o objectivo é mesmo a ofensa.
        Pior é quando é o próprio jornalista a acender o rastilho.
        Os portugueses reclamam do próprio país, pelos vistos os brasileiros (pelo menos os que comentam – tentando não generalizar) reclamam dos países dos outros!!!
        Voltando a pegar no tema deste post: o problema não vai estar no facto de o Brasil ter ou não infraestruturas para a Copa e para os Jogos Olímpicos (à última hora atira-se dinheiro, tapam-se uns buracos, pintam-se as paredes e fazem-se os eventos), a questão está: num mundo em recessão (sim, porque a Merkel não quer ouvir mas já se escuta o estrondo) quem irá aos Jogos? A China…e só a China?! Okay…talvez também uns administradores do Pingo Doce.

  2. Pedro

    O problema é que provavelmente Portugal tem estrutura para receber o fim do mundo, talvez se não tivesse estaríamos numa melhor situação económica🙂

  3. fernandapugliero

    Manuel, no momento não há maneira, mas eu gostaria de bater palmas a sua última manifestação! Quem irá aos jogos? Ótima pergunta!

    • Manuel

      Esperemos que tudo corra bem. Eventos como esses são caros, mas trazem lucros indirectos. O melhor seria que o Brasil aproveitasse a oportunidade para criar infraestruturas que perdurem, que sejam realmente sustentáveis e permitam crescimento futuro. Nós ficámos aqui (depois do Europeu de Futebol) com uns três estádios que só dão despesa e ninguém lhes pega!!! Mas enfim…
      Em relação ao queixume, achei este artigo na Folha hilariante. Os brasileiros também quiseram dar os seus 2 cents. Uma breve passagem:

      —“Mesmo quem não tinha viagem marcada também foi afetado. “(A greve) atrapalhou muito minha estadia. Queria conhecer Lisboa, mas os museus e monumentos estão fechados”, disse Zeneide Figueiredo de Araújo, que está na capital portuguesa para defender na sexta-feira sua dissertação de mestrado.”—

      Ao início pensei: se vai defender a tese é porque a fez em Lisboa…e só agora é que quer visitar monumentos?! Depois okay, pode ser outro qualquer caso. Darei o benefício da dúvida…Seja como for, a greve deve ter custado muito mais a quem quis simplesmente ir trabalhar, ou talvez a quem esteja a ver o fim do mês cada vez mais longe. E fala sério, a greve estava agendada há meses!!!
      Seja como for…artigo sem conteúdo, mas fica a impressão da vontade de espetarem uma alfinetada. Como é que dizem mesmo: ‘Chutar cachorro morto’?!

      • A. Lemes

        Concordo com todos os seus comentários Manoel. Desde o primeiro iniciando este post, até o último.
        Aqui no Brasil as coisas funcionam dessa forma e, nós brasileiros, temos apenas que lamentar. O povo não sabe ler, não sabe falar, fala mais gírias do que o vocabulário em si, e ainda acha que tem moral para criticar ou argumentar opiniões sobre outros países, inclusive sobre o seu.
        É tudo questão de educação. E aqui no Brasil isso não existe. Não temos educação (tanto que os universitários buscam a graduação na Europa) e logo sofremos com a “cadeia” que isso gera: As crianças crescem sem serem educadas, tornam-se adolescentes fúteis, o que gera mais adultos ignorantes e formam essa massa que temos aqui hoje: País subdesenvolvido.
        Sim, em todo lugar tem isso (ou um pouco disso). O problema é que aqui no Brasil é demais. Muito mais. Acredito que 95% da população: 180,5 milhões de pessoas. Talvez em quantidade, essa ignorância seja superior a qualquer país da Africa (Existe algum país com mais de 150 milhões de ignorantes?). É bizarro amigo!

  4. fernandapugliero

    A. Lemes, eu concordo com a ignorância do povo, mas prefiro não ficar dizendo isso aos quatro ventos, pois geralmente sou tachada de arrogante por ter morado na Europa…

  5. Manuel

    O nosso problema aqui, e que iria explodir com ou sem crise económica (inter)nacional, foi a democratização da educação a um ponto de termos sido levados acreditar que com estudos poderíamos aceder a níveis de vida melhor e evoluir – e obviamente empurrar o país para a frente. Mas as coisas não são assim tão lineares e a mobilidade social às vezes é uma simples miragem. Podemos não conseguir trabalho, mas torna-se muito mais difícil sermos controlados e enganados.
    Penso que actualmente o Brasil valoriza mais um profissional qualificado que aqui, pelo menos devido à divergência de crescimento económico.
    O ensino tem sido uma arma de arremesso entre diferentes governos de esquerda e direita, questiona-se a qualidade, a gratuidade, a avaliação dos professores…se ficamos na cauda da Europa é porque somos uma merda, se ficamos à frente ou ao meio da tabela é porque os resultados foram manipulados: neurótico! Mas vejam os americanos: ‘todos’ acabam o liceu, frequentam universidades comunitárias e no entanto o Mapa Mundo é um mistério; ou os espanhóis que são incapazes de falar idiomas estrangeiros; as classes operárias inglesas completamente ignorantes…
    Os comentários dos jornais online valem o que valem, são anónimos, mas não se pode admitir um mau jornalismo – e o público tem de intervir! Porque são ditas mentiras, histórias incendiárias!!!
    Outro exemplo sobre a nossa questão transatlântica, a semana passada morreu uma jovem brasileira num hospital em Braga. O Globo punha como cabeçalho: ‘Jovem morta em Portugal…’ Isto implica que alguém a matou, certo?! Mas afinal morreu de paragem cardíaca, depois de dar entrada no hospital. Não se sabe a razão mas o jornal não perdeu a oportunidade de abrir a suspeita.
    Depois ainda ontem um velhote correspondente na Europa dizia num videocast da globo que a Alemanha era o único país da zona euro com dinheiro. Todos os outros estavam falidos! Aposto que os dinamarqueses, luxemburgueses, holandeses deveriam ter algo a dizer sobre o assunto…
    Há manipulação jornalística em todo o lado, mas neste caso: alô! Nós falamos a mesma língua!
    (too long, sorry for that…again!)

  6. Afonso

    Outro exemplo. Enquanto na Europa tudo se faz para se manter o projecto europeu – a UE (por sinal o projecto social, político e económico mais complexo de sempre!), em certos sítios tudo se diz para puxar para baixo. Esta senhora é um bom exemplo: http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2011/11/25/longa-jornada-418498.asp
    Mas o Brasil já não tem assuntos económicos internos para serem debatidos?! Ou já está tudo legal e agora é só atirar pedras ao telhado dos outros?! Eu hein…

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