A ignorância dos universitários portugueses

O modelo é conhecido: Perguntas de conhecimentos gerais somadas a uma câmera e alguns transeuntes. Já vi alguns vídeos nesse modelo, gravados nos Estados Unidos e Brasil, que pretendem salientar a ignorância do povo para com alguns assuntos.

O vídeo abaixo foi feito em Portugal. Os questionados são estudantes da Universidade de Lisboa.

Não vou dizer que me assusta o fato de não saberem quem escreveu Os Maias ou quem é a primeira-ministra da Alemanha, pois isso é normal. A maioria das pessoas não tem uma cultura muito generalizada, mas sim focada em alguma especialidade. Me coloco alheia a comentários maliciosos sobre a ignorância alheia. Todo mundo, por mais que saiba um pouco de tudo (ou um muito de pouco!), é um bocadinho ignorante.

16 comentários

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16 responses to “A ignorância dos universitários portugueses

  1. Tárik Nina

    bem, só ñ sabia quem era o Manoel de Oliveira.

  2. Afonso

    Irrelevante. Um exercício puro de cut & paste. Obviamente ficam de fora os que acertam nas respostas, pois esses nao interessam para o impacto pretendido. Ah…e a revista Sábado é do mesmo grupo que o Correio da Manha, logo, credibilidade onde estás tu?!🙂

  3. Pedro

    Se fosse na UP nada disto acontecia😀

    É chocante ver isto por acaso sabia todas, já o nosso Manoel de Oliveira é natural do Porto.
    Claro que só mostram os ignorantes aposto que havia muita gente que sabia responder a tudo ou quase tudo.

  4. Pedro

    Já agora deixo as declarações de um dos visados:

    Fui eu quem respondeu Miguel Arcanjo à questão “Quem pintou o tecto da Capela Sistina?” Agora que vos consegui cativar a atenção, tenho a dizer que o papel da Sábado foi puramente ignóbil, tendo dado instruções completamente opostas àquilo que se pode constatar tanto no vídeo, como também na revista publicada hoje. A verdade é que me fizeram 10 perguntas e só mostraram a que eu errei que, como podem comprovar os que se encontravam presentes, acabei por corrigir e responder, então, Miguel Ângelo. Em todo o caso, a minha resposta deveu-se ao simples facto de ter frequentado o Externato São Miguel Arcanjo e, ao mesmo tempo, com a pressão da própria entrevista, dei essa mesma gafe – corrigindo-a assim que apercebi -. De acrescentar que quando concluída a entrevista, fiquei à conversa com a jornalista Inês Pereirinha, perguntando-lhe se esta mesma entrevista ia ter semelhanças a uma que o programa 5 para a meia noite já teria feito, tendo obtido uma resposta negativa a este meu comentário. Todavia, para além de ter sido humilhado como nunca tinha sido até à data, ficou em causa o bom nome da instituição que eu frequento – ISPA – IU -, sendo considerada a melhor instituição de ensino na área da Psicologia. Acabei por ser vilipendiado em praça pública, sentindo-me completamente desolado. Acho-me uma pessoa culta que, durante o trajecto Casa-Escola, Escola-Casa, que tem uma duração aproximada de 2h30/3h diárias, lê os jornais gratuitos que consegue adquirir e, ao mesmo tempo, é assinante da revista Visão. Há tanto assunto que poderia ser discutido, como a abolição do desconto de 50% nos passes sociais que, assim, me vão obrigar a pagar cerca de 85€ mensais, ficando-me mais barato dirigir-me à faculdade de carro. Já tentei contactar a jornalista Inês Pereirinha por 2 vezes, acabando por nunca obter qualquer tipo de resposta. Deixo-vos com uma das mensagens que enviei para a jornalista e, aproveito para anunciar, que estou a reunir todos os elementos necessários para processar a jornalista em causa e, igualmente, a revista Sábado.
    “”A ignorância dos nossos universitários”, se se sentir bem com o trabalho que realizou, digo-lhe, com tristeza, que você e os restantes colegas são ignóbeis. Vou ainda dirigir-me às autoridades competentes para apresentar uma queixa formal sobre o uso indevido da minha entrevista, sabendo você qual a razão dessa mesma denúncia/queixa. O que mais me impressiona é a generalização que vocês fazem e, mais gravoso, apresentarem ao público uma imagem dos universitários somente com as gafes dos mesmos, não tendo em conta qualquer tipo de pressão momentânea, nem referindo que foi elaborada e apresentada uma panóplia de perguntas a cada universitário.””

    Como podem ver nem tudo o que parece é, se a mim me fizessem uma entrevista assim recusava-me a responder, se errasse ainda que por nervosismo seria humilhado, se acertasse nem passariam na TV.

    • fernandapugliero

      Olá Pedro. O intuito desse tipo de “reportagem” (se é que se pode chamar assim?!) é esse mesmo: Chegar ao objetivo através da edição. A equipe que planejou essa filmagem sabia de antemão que procurava respostas erradas (e cortaria as certas do vídeo). Lamento muito pelo ocorrido e creio que deves relevar. Como eu já disse no texto do blog, ninguém sabe de tudo.
      Esse tipo de “brincadeira” (?!) acontece pelo mundo afora, inclusive na minha cidade cá no Brasil, Porto Alegre. Aliás, havia um programa de tv por cá que passava um quadro todos os sábados para mostrar a ignorância das pessoas com assuntos de cultura geral e geografia.
      Não concordo com o modo como é feito, com finalidade já pré-determinada, ou seja, chamar as pessoas de ignorantes mesmo que acertem (valendo-se do recurso da edição). No entanto, acredito que nada irá acontecer a essa jornalista, ainda mais se você assinou algum termo de direito do uso de imagem =/

      • Rui Rodrigues

        Mas isso normalmente aparece nos programas de comédia, e não numa revista que se quer de jornalismo… ridiculo …

  5. A. Lemes

    Este post poderia ter passado em branco. Além de não somar nada, subtrai com um título tão forte.

    • fernandapugliero

      A. Lemes, parece que estão falando um bocado sobre isso em Portugal. Achei interessante postar cá, mesmo não concordando com o modo que esses vídeos são feitos. O título é o mesmo do vídeo.

  6. fernandapugliero

    Pois, concordo contigo, Rui. Esse vídeo não passa nem perto da essência do jornalismo. Está mais para piada mesmo.

  7. pedro pinho

    é pena que uma revista com o suposto “intuito informativo” denigre a imagem dos estudantes.. mas vá quem fez esta reportagem também já passou pela universidade.. somos todos uma grande grupo de ignorantes então xD

  8. Afonso

    Tudo com um propósito e penso que é mais uma tentativa de denegrir a ‘geraçao à rasca’ – ou seja, para que se diga: ‘nao se queixem pois afinal sao uma cambada de ignorantes’. Nunca comprei esta revista Sábado e nao a irei comprar de certeza, mas sei que assume uma postura de provocaçao populista (se virmos bem o caso do deputado do PS processado pela Sábado – o que gamou o gravador – sujeito a acusaçoes e provocaçao, o homem tinha o seu lado de razao…).
    Ao fim ao cabo, esta gente acomodada (o clube Isabel Stilwell) tem medo que a geraçao mais qualificada de sempre, viajada, cosmopolita, que lê e fala inglês e francês, lhes puxe o tapete! Felizmente, já nao estamos em 1967…
    Ah, e parece-me normal que alguém com 18 anos possa nao ter visto o Padrinho. Afinal…desde lá até aqui já se fizeram outros tantos milhares de filmes de referência: isso aí, ‘tamo veilos, pessoal!
    Depois admiram-se que os blogs roubem espaço aos jornais: a imprensa está a ficar uma merda!!!

  9. Universia

    Os estudantes universitários são ignorantes? O Universia acha que não! http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=RzoRIIqNAEI

  10. Pingback: Universia acredita na educação portuguesa | Vida Portuguesa

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