Lisboa é a nova casa da Globo na Europa

Na segunda-feira, 17 de Outubro, a Rede Globo inaugurou sua sede em Lisboa. Enviando currículo em 5, 4, 3, 2, 1 🙂

É ponto para uma maior aproximação entre Brasil e Portugal. Bom para os brasileiros que começam a dominar “de cantinho” a Europa, e bom para os portugueses que tem a possibilidade de estreitar os laços com um país com altas taxas de crescimento.

A Globo já é super conhecida entre os portugueses. Alguns tem o canal em casa, que é pago (cerca de 10 euros por mês!). Além da Globo, a Record também está presente na grade de programação da tv a cabo portuguesa.

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11 comentários

Filed under Brasil, Portugal

11 responses to “Lisboa é a nova casa da Globo na Europa

  1. Nos anos 80 toda a gente via as novelas da Globo. Mas os enredos perderam aquela qualidade quase literária e esgotaram o tema ‘ricos vs. pobres’ em que toda a gente toma ‘café da manhã’ com queijo de minas…agora as novelas passam em horários mortos, muitas das vezes em repetição. As novelas mais recentes foram atiradas para a meia-noite.
    Penso que este novo caminho é muito mais interessante: co-produção com a SIC de conteúdo original e ajustado à realidade do mercado – a ver se combatem a hegemonia da TVI que entretanto já começou a ganhar Emmys. Que criem emprego e contribuam para uma grelha de qualidade! Please!

  2. Isso é bom ou ruim para Portugal? Depende de qual Rede Globo estamos falando:
    – Existe a Rede Globo que tem uma grade de programação razoável porém competente, o melhor jornalismo do país, as melhores edições e transmissões de imagens.
    – E existe a Rede Globo que controla o Brasil: Elege políticos, lava o cérebro dos mais ignorantes, comanda o futebol nacional, faz um jornalismo parcial visando benefício próprio e colabora com o subdesenvolvimento do Brasil.
    Se for a primeira Globo que chega em Portugal, ponto para vocês. Se for a segunda, meus sinceros sentimentos.
    Hoje em dia, vejo mais sobre o Brasil na SIC Internacional (canal que sou assinante) do que sobre Portugal na Globo do Brasil. A proporção é completamente medíocre. Portugal conhece muito mais o Brasil do que o Brasil conhece Portugal. O que é absolutamente ridículo, uma vez que somos colonia e deveríamos saber mais sobre a cultura dos nossos antepassados.

    • Eu cheguei a ter durante um tempo o GNT internacional: e destacava o Manhattan Connection, o Saia Justa (pré Maitêgate), as entrevistas das Marília Gabriela e Os Normais (desse tempo continuei a seguir o trabalho da Fernanda Young: que infelizmente tem vindo a desapontar. Infelizmente mesmo! Achei mais piada aos anúncios do Ariel do que aos filmes dos Normais e até ao Macho Man – quando tende para o escatológico e mega popular perde-se tudo e sem necessidade!!!). Quanto à Globo povão – a das novelas – dá para ver que algo falha quando se enfia a ‘pedagogia’ no enredo. Tão mau quanto uma personagem ir ao Itaú… Penso que esta entrada no mercado europeu está mais ligada à ficção, por agora tendo sido mais visível nessa área. Em relação à visão de Portugal no Brasil, talvez ajudasse se os jornalistas que cobrem as matérias aqui na ‘terrinha’ as fizessem tendo em atenção a realidade e não segundo aquilo que o público no Brasil espera ver e ouvir – e não sei se me faço entender.

      • A. Lemes

        Acredito que os jornalistas pouco opinam sobre o que vão escrever ou noticiar. Os interesses vão muito além de nossa compreensão. Se falar bem de Portugal é rentável, falamos bem. Se o governo não quer que falamos de Portugal, então não falamos. Tudo gira em torno desse raciocínio. De aliança política, interesses. Dessa falsa liberdade de expressão em que vivemos. Infelizmente.

        Por outro lado, a matéria do Altas Horas que está no youtube é muito bacana. São capítulos competentes que foram bem editados e, apesar de serem curtos, consegue transmitir um pouco sobre a vida portuguesa.

        Acho que por isso acabei viciando neste blog. Encontrei aqui diversas informações sobre a cultura portuguesa que nem imaginava existir. Coisas que não vemos na Televisão brasileira. Por isso até sugeri, semanas atrás, para a autora abrir a fan page no Facebook, para alavancar estas informações (e que fui atendido de imediato!!). Agora para o blog ficar perfeito, vou sugerir a ela que faça um Vlog. Aí sim ela vai conseguir os patrocínios que deseja.

  3. Concordo consigo e penso que neste momento a tendência dos media é falar da crise portuguesa. Infelizmente parece que há agora uma necessidade de uma ‘vingança’ histórica (o que não encaixa num país maduro) do tipo: ‘olhem como nós estamos bem e eles lá completamente afundados!’ Por exemplo, este ano o arquitecto Eduardo Souto de Moura ganhou o Pritzker e recebeu o prémio pelas mãos do Obama: isso fez notícia no Brasil??? Não, claro que não (e temos neste momento dois Pritzkers no activo). O Brasil sabe que Portugal é um dos poucos países a ter dois IABSE Outsanding Structure Awards (tal como a Alemanha e os EUA)? E sobre o trabalho nas energias renováveis (provavelmente 25% da EDP vai cair em mãos brasileiras)? Claro que não… A Experimentadesign, a Fundação Champalimaud para a investigação nas ciências médicas. O bailado contemporâneo, as artes visuais, a excelente rede de turismo (dois dos melhores hostels do mundo estão em Lisboa), a Casa da Música no Porto – do clubbing ao Remix Ensemble…
    Eu também vi no youtube esse Altas Horas e, apesar de ter achado positivo, mais uma vez bateu num roteiro turístico mainstream no eixo Baixa-Belém…e porque não irem dançar ao Lux, ou beber um copo no Bairro Alto? E porque não falarem nos festivais de Verão que de ano para ano têm vindo a ser os mais concorridos da Europa? Somos um país pequeno (mas mesmo assim maiores que a Suiça, a Bélgica ou a Holanda) mas cheios de histórias, gastronomia, sotaques e pronúncias. É um país que – apesar do muito veículado o contrário no Brasil – gosta de receber. Talvez se de uma vez por toda aceitassem a nossa cultura (obviamente com sentido crítico) pudessem compreender o vosso país um pouco melhor e evoluir ainda mais, sem fantasmas, preconceitos ou traumas pós-coloniais.
    Nós agora por aqui andamos a ver como iremos sair desta: não está fácil!!!
    🙂

    • Fiquei a pensar no assunto e lembrei-me: a semana passada foi o Portugal Fashion que é um género de semana (mais fim de semana) da moda do Porto (em oposição à Modalisboa em Lisboa, um pouco mais internacional e ‘hip’) e foi apresentada a colecção de uma nova designer chamada Susana Bettencourt, portuguesa (dos açores) que tem como cliente Lady Gaga. Este é mais um exemplo da nossa contemporaneidade – agora se a clientela famosa não ajudar a aumentar o volume de vendas das designers, revelará um outro lado dessa nossa condição actual!

    • A. Lemes

      Concordo plenamente com todo comentário e fico feliz em saber sobre estas informações de Portugal. Tenho convicção que em breve esta “crise” de vocês será resolvida, mesmo sabendo que vocês não imaginam de verdade o que é viver em um país em crise. Desde 1980 estamos em um profunda decadência, e penso que por volta do ano de 2030 será insuportável morar aqui. Mas também não vem ao caso. Não vou ficar lamentando por morar aqui no terceiro mundo…
      Também concordo, apesar de ter gostado, que o programa Altas Horas mostrou apenas a visão superficial de Portugal que já estamos acostumados ver por aqui: Manoel da Padaria, Doce de Belém, Fado… Mas o passeio do apresentador naquele “micro-carro” já valeu a reportagem.
      E é por essas e outras que escolhi Lisboa para viajar em dezembro com minha esposa e meus filhos!!
      Saudações.

      • Afonso

        Não acredito que ainda esteja em decadência. O Brasil é o país do futuro, com uma população jovem e com muito ainda por fazer – os jovens poderão evoluir pessoal e profissionalmente com o país! Ou pelo menos essa é a imagem que nos é apresentada…na verdade todos os países têm ‘sujeira’ debaixo do tapete, mas uns são peritos em não a mostrar. O mundo está apaixonado pelo Brasil, ou, desculpe-me a sinceridade, pelo dinheiro do Brasil.
        Pessoalmente, ainda não decidi trocar isto pelo Brasil pela questão da distância, vida quotidiana (transportes e segurança urbana) e custo de vida. Conheço pessoas de São Paulo e as opiniões dividem-se: Que é ‘legal’, que nunca viram violência, que apenas se tem de ter alguns cuidados. Outros dizem que se sente alguma tensão. O que é unânime é o alto custo de vida: teria de ganhar 2 a 3 vezes mais do que aqui para ter uma vida equivalente e com conforto. Para além do compreensível proteccionismo e dificuldades na obtenção de vistos e contratos ( a Europa e os EUA sempre o fizeram também).

        Quanto à nossa crise: o governo ainda não conseguiu explicar, de forma convincente, a culpa real dos cidadãos na dívida soberana e apontar responsáveis dos desvio nas contas…mas nós sabemos quem são. A parte positiva é que agora toda a gente lê sobre economia e está muita atenta à classe política. Provavelmente poderá reduzir-se também o nepotismo. Mas o mais triste nisto tudo é que a geração mais qualificada da nossa história tem de imigrar para poder trabalhar…austeridade no bolso é uma coisa, mas já nos sonhos…
        Faça uma excelente viagem!
        Cumprimentos

  4. fernandapugliero

    Conto com o like de vocês na página do blog no Facebook e vou pensar a respeito do vlog…

  5. Afonso

    oops…emigrar com E…

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