O Plano “A”

Desde sempre escuto Planos Bês. “Se tudo der errado, viro puta” não é o meu preferido, mas é super popular. Há alguns que optam por se tornar hippies, ciganos ou camelôs, enquanto outros acham que comprar um trailer é um escape. O Plano “B” é aquela medida desesperada que tomamos após a falha do Plano “A”.

Mas por que o Plano “A” das pessoas é sempre o mesmo? Concluir os estudos, arrumar um bom trabalho, comprar um carro, conhecer uma namorada legal, juntar uma grana, dar entrada num apartamento, casar e ser feliz para sempre está na agenda de grande parte da população brasileira. Depois de casar, uns optam por comprar um labrador (pode ser outra raça de cão também, ok?), outros querem “aproveitar a vida” antes de ter filhos (e daí eu me questiono sobre o significado desse “aproveitar a vida”) e alguns partem logo para a constituição da família (a plenitude da felicidade?).

Eu não sei até que ponto esse Plano “A” pré-fabricado é a fórmula do mundo perfeito.

Me questiono constantemente o porquê do Plano “B” não ser a primeira opção? Não estou dizendo que devamos todos nos tornar hippies e putas, ou então abrir uma tendinha de camelô dentro de um trailer. Mas por que não tentamos alguma coisa diferente e, se fracassarmos, a gente segue o caminho que todo mundo chama de ideal?

Podemos tentar abrir nosso próprio negócio, como o Mark Zuckerberg fez. (Tá, tudo bem, podemos tentar construir algo menos pretensioso do que o Facebook… ou não!). Imagine trabalhar um mês em cada cidade, viajar pra car$%&*#, conhecer inúmeros países e pessoas? Dá pra fazer, se você abrir mão do plano de saúde da empresa, esquecer as prestações do apartamento da vida perfeita e viver enviando seu currículo para hostels🙂 Por que não tentamos ser tão empreendedores quantos os israelenses? Por que não arriscamos na Bolsa? Por que não tocamos o foda-se e investimos no que a gente acredita (e não no que a sociedade espera da gente)?

Morar no exterior faz a gente ver a vida de outro jeito, perceber que há alternativas para tudo, umas mais e outras menos radicais. E eu não estou falando de viagem. Eu estou falando de fixar residência. Só assim para você será capaz de fazer comentários um pouco melhores do que “o metrô daqui é mais limpo” ou “aqui tem metrô”.

Você não precisa fazer sua vida fora do Brasil para viver melhor. Uma das minhas filosofias de vida diz que há duas maneiras de encontrar seu lugar: Uma delas é ficar onde você está. A outra é andar ao redor do mundo inteiro até voltar para o mesmo lugar. E é nisso que eu acredito. E é por isso que eu incentivo o intercâmbio. Quero que cada vez mais pessoas descubram alternativas ao óbvio e construam um mundo melhor. (E isso não é para soar como aquelas frases da traseira de caminhão). Eu acredito que um Plano “A” não pode ser tão simples assim (cara, a nossa vida só acontece uma vez!!), e tenho pena das pessoas que não enxergam no futuro mais do que o financiamento de um imóvel ou um bom plano de aposentadoria.

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