De volta à Famecos!

A fama dos alunos fez com que a Faculdade de Comunicação Social da PUCRS fosse carinhosamente apelidada de Fumecos. Creio que em tempos mais remotos, o nickname colava melhor. Quando entrei em 2004, nem sabia que a Famecos tinha apelido. Até porque, nem precisa. Famecos já é um nome (ou abreviatura?) com estilo e brilho próprio. Remete à gente criativa, disposta a mudar o mundo e nunca parar de aprender! – Que linda ficou essa última frase 🙂

O tempo passa, o tempo voa, (e a poupança Bamerindus continua numa boa? – Fernanda dormiu com o Bozo essa noite…) e a Famecos segue na mesma, apenas com pequenos arremates. O professor fissurado na Apple continua a mexer em seu I-Pod, que agora é touch, pelo saguão. O capuccino ainda é a mesma droga e inflacionou. Lembro que paguei 1,50 pelo mesmo copo em 2004 e cerca de dois reais em 2008. Ontem, foram três reais! O carinha que distribui o equipamento fotográfico e o que abre a porta do estúdio de TV ainda são os mesmos. O saguão foi reformado. Agora tem mais bancos, está colorido e com painéis. Porém, o banco da AIDS, apelidado assim por meus colegas, ainda marca presença.

Meu velho e ruim capuccino no banco da AIDS

A tipologia dos alunos ainda é a mesma. Tem as meninas que vão de saia curta e salto alto (e torto). O grupinho de meninos que se acha a bolachinha mais recheada do pacote e faz comentários sobre a bunda das coitadas que mal conseguem andar com o tal salto alto torto. Os fumantes que saem da aula, puxam um cigarro e não se importam de sentar no chão. Aquelas meninas que tem jeitão de nerd e se isolam no pátio, olhando com cara feia pros desconhecidos. Estão ainda lá os que não tiram a mochila por nada, os grupinhos falantes e os casais esquisitos.

A Famecos ainda é uma selva. Tem gente colorida, opaca e preto-e-branco. Professor que arranja estágio, o da matéria difícil e aquele que diz precisar de bolsista, mas nunca chama ninguém pra vaga. Até as flores dos jardins não mudaram. Fiz uma reportagem sobre as Maria-sem-vergonha lá plantadas, que continuam vermelhas e rosas.

Ela continua lá 🙂

É bom ser uma filha da PUC, mesmo concordando que o clichê “foi mal, a minha é federal” me agrada muito e sempre me orgulhei de poder dizê-lo… – e acho que ainda posso, pois a Universidade do Porto pode ser apelidada de federal por ser pública 🙂 Enfim, o tempo passou e a Famecos já não é mais minha segunda casa, pois agora tenho tantas casas que eu nem consigo ordená-las mais. A Famecos é como se fosse a estrutura física de boa parte do imaginário que construí dentro de mim. Espero que o prédio sete, aquele que é meio rosa com roxo e fica logo depois do chafariz, conserve essa magia 🙂

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1 Comentário

Filed under Brasil

One response to “De volta à Famecos!

  1. Carol

    Até me deu uma saudadinha agora…. Dizem por aí que “algumas coisas nunca mudam”. Acho que a Famecos é uma delas, e espero que assim seja…

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