Viagem ao Sul

Cento e vinte Erasmus reunidos em uma viagem de quatro dias rumo ao sul de Portugal. O resultado da soma do fato com bebida liberada, música no último volume e pouca vontade de dormir não poderia ser diferente: A melhor viagem da minha vida!

Deixamos o Porto na quinta pela manhã. A primeira parada foi em Lisboa, onde conheci o Padrão dos Descobrimentos, a Torre de Belém – e esqueci de comer o tal do pastelzinho -, um Mosteiro – do qual roubei ameixas – e o rio Tejo. Me emocionei ao ver o largo onde fica o Padrão, pois já havia recebido um cartão postal de lá e foi muito legal conhecer o lugar pessoalmente.

Padrão dos Descobrimentos e ponte 25 de abril ao fundo

Padrão dos Descobrimentos e ponte 25 de abril ao fundo

A noite lisboeta é agitada. Lisboa tem pelo menos quatro vezes o número de habitantes do Porto. É gente de todos os lugares, afim de festa e bebedera. Fomos no Bairro Alto, tradicional por lá. Me lembrou a Lapa carioca misturada com uma Lima e Silva porto-alegrense, numa escala maior, é claro. Depois da festa, voltamos de táxi para o hostel, a Pousada da Juventude do centro da cidade.

Ao deixar a capital portuguesa, passamos pela Ponte Vasco da Gama, a maior da Europa. Com quase 18km de extensão, achei melhor do que a Rio-Niterói. É toda novinha, com arcos suspensos que lembram aquela ponte nova que construíram em São Paulo. Parece que não acaba nunca.. O Tejo é mesmo largo!

Na sexta passamos por Porto Côvo, uma prainha super simpática, com um clima de cidadezinha forasteira, aquelas que foram construídas há tempos, são pequenininhas e com um jetinho de abandonadas. O mar é gelado e rolaram discussões sobre se estaríamos no Mediterrâneo ou Atlântico. Por ficar na costa alentejana, é óbvio que se trata da parte norte do Atlântico. Enfim, admito que pensei que iria mergular no Mediterrâneo quando chegasse ao Algarve. Me surpreendi ao ver o mapa e descobrir que o estreito de Gibraltar fica na Espanha – muito embora eu já soubesse disso, falei besteira…

Depois de um dia de sol, viajamos umas duas horas e pouco até Albufeira, no Algarve. Lembrei da Madelaine, aquela menina inglesa que “sumiu” misteriosamente em algum praia da região. Albufeira é perfeita. Uma mistura de Florianópolis com Grécia. O mar é gelado, mas a areia é mais fofa. A orla é comprida e cheia de rochedos. Passei sete horas seguidas no sol e a noite voltamos a praia para um luau.

Não é o Mediterrâneo, mas, pelo menos, é o Atlântico do Norte!

Não é o Mediterrâneo, mas, pelo menos, é o Atlântico do Norte!

Depois da festa de sábado até às 8 e 30 da manhã de domingo, tomei coragem e entrei no mar com uns amigos tchecos e gregos. Gritei muito, pois estava congelando. Confesso, fiz um escandalosinho típico de nordestino que encara uma praia gaúcha nas férias. Muito embora a areia estivesse muito mais gelada do que a água, não curti o caldo que levei duma onda.

A volta foi triste, mas, ao mesmo tempo, aliviante. O corpo humano não aguenta muito mais do que três noites sem dormir. Passamos ainda por Évora, cidade que conheci muito mal, pois passei mais ou menos todo o tempo encostada no guarda-sol de um café tomando coca-cola.

Não sei o nome da Igreja, muito menos da fonte. Mas isso é Évora.

Não sei o nome da Igreja, muito menos da fonte. Mas isso é Évora.

Quando cruzamos a ponte Arrábida, na entrada do Porto, comemorei. Estava em casa novamente.

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1 Comentário

Filed under Portugal

One response to “Viagem ao Sul

  1. olaaa , gostava de resever mais informacao . RAPIDAMENTEEE JAÁÁÁ

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