Guimarães

O castelo de Guimarães foi o que mais me atraiu na cidade. Nunca tinha entrado em uma construção medieval antes – pelo menos, não que eu saiba. Segundo o livrinho para turistas da cidade, o castelo era na verdade um mosteiro, que depois ganhou muros, tornando-se uma fortaleza. Quem mandou construir foi a Condessa Mumadona, no século X.

O castelo é considerado Monumento Nacional

O castelo é considerado Monumento Nacional

Dá para imaginar perfeitamente como a guarda ficava posicionada a espera do inimigo. Talvez sentada em banquinhos de madeira com arma em punho atrás das pedras. Do alto da torre se enxerga “o reino” todo, remetendo àqueles filmes medievais onde o rei via todo o povoado sob seu domínio. Só não sei se era possível andar com vestidos rodados em meio às pedras grotescas e traiçoeiras. Teve pessoas da nossa “excursão” que tropeçaram e quase caíram – hehehe.

Parece que Guimarães foi a primeira cidade de Portugal, ou seja, também é parte da História brasileira. Situada a 50 km do Porto, chegamos de comboio até lá – tipo um trem, que parece um ônibus por dentro e anda sobre trilhos. A passagem custou 2,15 euros e nosso grupo era composto por 12 pessoas – sendo eu a única gaúcha.

Visitamos umas três ou quatro igrejas, sempre lembrando de fazer os três pedidos de praxe. Fomos ao Paço dos Duques de Bragança, um palácio que serviu de residência do reino no sçeulo XV. Não se pode fotografar dentro, mas há diversos móveis da época, algumas coisas restauradas e reproduções idênticas. Creio eu, que os tapetes persas expostos lá, têm realmente mais de 500 anos, pois estão realmente gastos e feios. Passamos pelo Largo da República do Brasil, que tem um imenso jardim, com flores amarelas e roxas. No fundo, há mais uma igreja.

Capela de São Miguel, onde foi batizado D. Afonso Henriques

Capela de São Miguel, onde foi batizado D. Afonso Henriques

A cidade é toda florida, tem diversas pracinhas e chafarizes – não encontrei nenhuma moeda para levar embora hehehe. A visita foi justamente no dia do equinócio de primavera no hemisfério norte, e a cidade nos recebeu toda colorida, com flores que eu jamais vira. Nossa última parada foi no Teleférico da Penha, que tem 1,7 km de extensão e 400 metros de altura. Cheguei à conclusão que não tenho medo de altura. O bilhete custa 4 euros e a viagem dura uns seis minutos para ir e mais seis para voltar. Lá do alto, a gente desce e pode visitar mais uma igreja, que é uma das mais bonitas da cidade na minha opinião – mas gostei bastante também da igreja do Paço dos Duques, na qual o telhada lembra uma arca de madeira. Do alto da montanha da Penha, vê-se a cidade inteira, que não é muito grande. Não há como não ficar admirado com as paisagens portuguesas, especialmente vistas de cima.

Onde nasceu a terrinha...

Onde nasceu a terrinha...

Acabamos por perder o comboio que voltava às 17h30min para o Porto. Na verdade, o nosso pseudo-guia do passeio, o Rafael Pé de Galo, olhou os horários de chegada e não de partida. Assim, pensamos que só poderíamos retornar às 19h30min, o que acabou se tornando 19h54min. Com duas horas de rebarba, descansamos um pouco nos bancos de uma praça no centro da cidade. Ali achei uma moeda no chafariz, mas a Renata mandou eu devolver porque disse que dá azar ficar. Depois fomos há uma festa-feira em um Centro Cultural da cidade. Tinha música, produtos coloniais, muitas crianças correndo e tomando sorvete no frio de sete graus.

Por fim, retornamos no horário marcado à estação, compramos os bilhetes e partimos no horário. Os autocarros, comboios e metros daqui são bem pontuais. Dizem que a Ryanair também é extremamente pontual. Isso é bom, mas demora para acostumar.

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1 Comentário

Filed under Portugal

One response to “Guimarães

  1. podia ter mais imagens do castelo de guimaraes
    obrigado!!!!!!!!!!! !!!
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